Wednesday, January 09, 2008

Cartas à Bárbara [trecho 2]

[...]A minha dose necessária de realidade já se tornou desnecessária faz tempo. Não preciso mais dar nomes ao que todo mundo quer, não preciso mais sentir o que todo mundo sente, não preciso mais dizer o que todo mundo quer ouvir, não preciso mais sonhar o que todo mundo deseja, não preciso trazer de volta o que todo mundo leva pra longe. Preciso me aproximar de mim. E não existe nada de mais distante de mim do que eu. Apesar da minha proximidade comigo, (ainda) sei que me vejo distante. Eu, aqui. Meu corpo, distante – passeando livre pelos intermináveis campos verdes – que até tentam nos enganar, nos dando a falsa ilusão de liberdade. Sempre achei que a liberdade sempre, sempre, sempre, sempre nos deixará presos ao sentimento de sermos livres. Hoje, me sinto livre pra falar que não existe liberdade. Sintam-se livres para me criticar.[...]

2 comments:

Talita. said...

Minhas críticas vão para Bárbara.

*voz de telemensagem:

Bárbara... não maltrate o meu amigo, pois eu sei que seu coração só pensa em...

click.

Luciane Oliveira said...

Já estive tão longe de mim que quanto eu vi, estava perto. Me afastei tanto q girei 360°. Adorei o texto. Também acho q podemos pensar e agir de outro modo.