Saturday, October 11, 2008

A grandeza das pequenas paixões

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Sei que nunca fomos grandes. Sei que nunca tivemos grandes amores. Nosso destino sempre nos obrigou a enfrentar pequenas paixões. Aquelas que nos rasgam por dentro, nos derrubam em abismos incertos, nos destroem em segundos precisos, nos engolem com vontade absurda, nos maltratam com imensas mãos calejadas, mas continuam pequenas. As paixões são sempre pequenas. Sou obrigado a deduzir o quanto somos fracos, nós humanos, nós que amamos. Até as pequenas paixões nos reviram ao avesso e nos fazem perder dias, noites, tempos, prazeres, amores.
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5 comments:

Camilinha said...

"há milhões e milhões de anos que as flores produzem espinhos. Há milhões e milhões de anos que, apesar disso, os carneiros as comem. E não será importante procurar saber por que elas perdem tanto tempo produzindo espinhos inúteis" (o pequeno príncipe)

se amamos é porque estamos vivos. se somos pequenos e sofremos é porque, também, estamos vivos.


beijos daqui...

Morganna said...

a camila tem toda razão.

ainda bem que somos pequenos. ainda bem que o amor rasga. nem se sabe porque. mas não precisa.


*ah! feliz por você ter voltado, pedropedro.

Rafael Costa said...

Não me veiam com doses de realismo
Somos romanticos por natureza

Adorei seu blog, amei, e estou o rasgando para ver o possuo.

Abraços

Rafa

Alice said...

palavras do coração

beijos

paleographie said...

eu tenho a impressão de que nenhum amor seria um amor se não houvesse a paixão.