Saturday, March 26, 2011

Desesperadamente Amor

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Queria tanto um amor que não me acordasse para dar bom dia, que não me levasse para cama, que não me desse um beijo de despedida, um abraço de chegada. Isso é tão inútil às vezes. Quero aqueles amores sinceros, sabe? Aqueles que deixam o coração um pouco de lado e pulsam delicadamente em algum lugar qualquer tentando convencer os amantes que amar e morrer são dois verbos tão parecidos que se conjugam no tempo e se encontram nas incertezas do nosso dia a dia. Quero aqueles amores confusos que me obrigam a escrever poemas que não entendo, a beber meus versos como se fossem água - mas são veneno, a rimar contra a maré, a berrar a favor de um porto seguro que não me deixa atracar...Quero aqueles amores confusos que tentam desesperadamente dizer que me amam, mas amar é delicado demais para ser dito no desespero. Pelo menos é o que dizem, desesperados, os que nunca amaram.
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1 comment:

Poliana said...

Lindo demais, como é bom ler algo assim...
Parabéns pelo blog.