<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597</id><updated>2012-01-12T16:25:14.738-08:00</updated><title type='text'>UM MOVIMENTO CHAMADO INÉRCIA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>150</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-5262816243106176328</id><published>2012-01-12T14:39:00.001-08:00</published><updated>2012-01-12T14:39:45.623-08:00</updated><title type='text'>Página 7</title><content type='html'>&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;(sua viagem: uma dupla distância)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;I&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;ESTOU &lt;st1:personname productid="EM SUAS MￃOS" w:st="on"&gt;EM SUAS MÃOS&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt; e você decidiu voar. E deve estar chegando nesse exato momento &lt;st1:personname productid="em Buenos Aires" w:st="on"&gt;em &lt;span style="color: black;"&gt;Buenos Aires&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;são 21h32. Sei a hora e os minutos exatos porque calculo exatamente a falta que você me faz com a exatidão de um relógio suíço: daqueles que não erram porque simplesmente não podem errar. Leve na bagagem todo meu amor e volte com a mesma alegria de sempre. Adorei ouvir sua voz antes de embarcar e saber que você também já estava com saudade.&lt;span style="color: black;"&gt; Mas vai passar: será uma viagem breve, tão breve quanto este romance, e sei que você está muito bem acompanhada. &lt;/span&gt;Aproveite os bons ares para expirar &lt;i&gt;J. L. Borges&lt;/i&gt; e inspirar &lt;i&gt;O Aleph&lt;/i&gt;. Aquele ponto imaginário e jogado no infinito: o início e o fim de todas as coisas: onde cabe tudo e nada cabe, onde os sonhos se comprimem em alguma realidade distante e tão próxima para curar e estancar todas as dores que insistem em nos fazer sangrar. &lt;i&gt;Jorge Luís Borges&lt;/i&gt;, mesmo quando usa uma linguagem complicada, no fundo só quer dizer uma coisa: que ama. E quando diz que ama, só quer dizer: que vive. E quando diz que vive: só quer se aproximar cada vez mais da morte. E morrer não é não mais respirar: é não querer enxergar a beleza da vida. E para isso não é preciso de olhos, de visão: sonhar é a mais bela forma de ver o mundo. &lt;i&gt;Borges&lt;/i&gt;, de tanto amar e não ser compreendido, ficou cego. E mesmo cego, encontrou novas maneiras de sonhar o mundo e admirar a poesia. Infeliz deve ter sido por não ter conhecido os seus olhos grandes e quase negros. Com certeza seriam &lt;i&gt;O Aleph&lt;/i&gt; de todas as belezas e de todas cores do mundo. Eu conheci os seus olhos: eu estive no seu mundo, &lt;i&gt;mabelle&lt;/i&gt;. E através deles vi o início e o fim das coisas, vi que tudo tem um começo, um meio e incontáveis fins, vi também que o amor é um ponto distante no universo onde cabe tudo e nada cabe, onde os sonhos se comprimem em alguma realidade distante e tão próxima de nós e nos curam de todas as dores que insistem em nos fazer sangrar.&amp;nbsp;Chega de &lt;i&gt;Borges, &lt;/i&gt;chega de&lt;i&gt; Aleph&lt;/i&gt;: vamos fechar este livro, abrir os seus olhos e continuar a ler o nosso &lt;i&gt;breve romance&lt;/i&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;II&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;Hoje sei que minhas dores são de saudade. E minhas saudades são suas: todas elas. A saudade do beijo que não nos demos porque não nos encontramos. A saudade da noite que você ficou de me encontrar, mas que não aconteceu e ficou para outro dia. A saudade do chá que você ficou de preparar: a água quente ainda espera suas mãos para desligar o fogo, e a água fervente ainda borbulha e apita e apita e apita como se quisesse te roubar de mim, como se quisesse chamar a sua atenção e te levar para a cozinha e te tirar do meu lado. Posso vasculhar o mundo, procurar por trás das dobras de cada canto de cada pedaço de terra, mergulhar na profundeza de todos os mares e revirar todas as conchas, voar na magnitude de todos os céus e invadir a pureza de todas as nuvens, nem assim encontrarei algo ou alguém que consiga suprir a necessidade de estar nos seus braços infinitos e me faça sentir como uma folha em branco nas mãos de um poeta que espera apenas suas ideias, o toque macio da pena, a tinta negra e a primeira letra para começar a existir, a nascer ou a morrer – tanto faz, para a &lt;i&gt;poesia&lt;/i&gt; nascer ou morrer é a mesma coisa: é existir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;Sabe, eu nunca busquei deus quando rezava. A religião nunca me religou à nada. Sempre preferi acreditar no palpável. Quando eu me ajoelhava, antes de dormir, eu só pedia para te ver um pouco mais do que alguns minutos: porque até agora está sendo mais fácil acreditar&lt;i&gt; Nele&lt;/i&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;do que&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;na possibilidade de ser seu um dia. É por você que eu sempre rezei, mesmo sem crer &lt;st1:personname productid="em deus. E" w:st="on"&gt;em deus. E&lt;/st1:personname&gt; se ele existe e se ele é bom, e se ele é o &lt;i&gt;todo-poderoso&lt;/i&gt;, ele deve olhar e orar por todos: principalmente por aqueles que não acreditam na sua existência. Deus não existe, o que existe é uma vontade humana que ele exista. Você não existe, &lt;i&gt;mabelle&lt;/i&gt;. O que existe é uma vontade quase divina que você seja minha. E é por isso que eu rezo todas as noites: sem exceção. Meu acalanto sempre foi saber que em algum momento eu fui importante na sua vida. Eu nunca quis te esconder: eu precisei. Não tive escolha: eu tive que te preservar. Mesmo sabendo que não eram meus ouvidos os destinatários de todos os seus &lt;i&gt;eu te amo&lt;/i&gt;. Mesmo sabendo que não era comigo que você deitava todas as noites e gozava, &lt;span style="color: black;"&gt;nem sempre de prazer, e gozava mais uma vez, talvez por necessidade, e gozava de novo, talvez para suprir a minha falta.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;Eu tive que aprender a me contentar com as histórias curtas, os poucos minutos ao seu lado, os diálogos entrecortados, as conversas interrompidas, os silêncios quebrados: nosso amor sempre foi assim: tão breve e tão intenso e, por isso, tão eterno. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;III&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;Quando você viaja chega a ser uma dupla distância, você fica mais longe do que longe. E eu sinto uma saudade redobrada: fico mais distante do que distante. Sua viagem deve estar quase acabando. Espero que os seus olhos grandes e quase negros também voltem com aquele mesmo brilho de quando partiram e me viram da última vez. Nas malas, não sei se você levou alguma foto minha: acredito que não: você sempre preferiu me guardar nas lembranças: é mais seguro. E eu te entendo. Às vezes, distanciar alguém é torná-lo mais seu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Garamond;"&gt;Está tarde agora, o relógio suíço não deixa dúvidas: preciso deitar.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red; font-family: Garamond;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;Vou dormir e ver se consigo sonhar com você. Já sonho todos os dias acordado com seu sorriso, seu cheiro, seu jeito, sua energia contagiante e, claro, com aquela inconfundível gargalhada que ecoa pelos meus sonhos como se quisesse de alguma forma me despertar para a sua realidade. Espero que dessa vez os deuses dos sonhos – &lt;i&gt;nesses, eu acredito! –&lt;/i&gt; escutem minhas sonoras orações e tragam você esta noite. Mas como sonhar com você se você já é o próprio sonho?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;IV&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;Depois de mais um longo dia de trabalho: estou de volta. Depois de mais um longo dia longe de você: estou de volta. Hoje, o dia pareceu ainda mais interminável do que os outros tantos que vi morrer antes de te conhecer. Faltou você naquela sala. Faltou sua risada. Sim, você e sua risada fazem falta. Sua presença toma conta daquele espaço inocentemente, sem medir esforço, sem exigir nada &lt;st1:personname productid="em troca. Parece" w:st="on"&gt;em troca. Parece&lt;/st1:personname&gt; que só tem você ali, sabe? Hoje, você chegaria mais tarde – por volta das 9h40, por causa da ioga. E, como de costume, iria atravessar toda a sala, passar por trás da minha cadeira, esbarrar em mim – &lt;i&gt;sem querer, é claro!&lt;/i&gt; – e me dar bom-dia; o bom-dia mais sorridente do mundo. Meu coração dispara quando você chega e me diz bom-dia com um largo sorriso estampado no rosto e uma leve piscadinha com o olho esquerdo. Aquele mesmo sorriso que começa nos seus lábios e termina no brilho dos seus olhos grandes e quase negros. Depois, iria deixar seu tapetinho lilás em algum canto, atrás da cortina empoeirada e perguntar, com a delicadeza de sempre, se eu já tomei meu café da manhã ou se eu aceito um chá. Só então meu dia pode realmente começar. Você faz uma falta absurda. Existem dois mundos: quando você está aqui por perto e quando você decide voar. Volta logo, &lt;i&gt;mabelle&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;V&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;O calendário não deixa dúvidas: vinte e dois de abril. Senti sua falta esses dias: e nos outros todos também. Aliás, sinto sua falta até quando você está do meu lado: contando histórias, sorrindo, calada. Confesso que tentei preencher a sua ausência lendo livros, escrevendo poemas, ouvindo músicas. Tudo &lt;st1:personname productid="em v￣o. Voc￪" w:st="on"&gt;em vão. Você&lt;/st1:personname&gt; aparecia em cada página e era a inspiração de cada verso e era a melodia, a nota, o arranjo, a voz, a beleza sonora de cada composição. E a saudade só fazia aumentar. Tentei preencher sua ausência dobrando esquinas, passeando por novas ruas – ruas por onde nunca havíamos andados juntos. Até parei em alguns bares. &lt;st1:personname productid="em v￣o. Voc￪" w:st="on"&gt;Em vão. Você&lt;/st1:personname&gt; estava claramente, linda e sorridente, em cada esquina de mãos dadas com as minhas e quando soltava a minha mão, ainda encontrava um jeito de fumar delicadamente seu último cigarro só para poder ficar mais um pouco comigo, antes de embarcar no metrô e sumir na sua realidade: até amanhã. Você também estava no bar, dividindo o mesmo vinho e os seus olhos até brilharam, um brilho fruto do excesso de álcool e da felicidade em dividir mais alguns preciosos e raros minutos da sua vida comigo: naquele instante. Você sempre vai me fazer falta e nada, nem mesmo você, será capaz de suprir essas ausências diárias. Mas não se sinta culpada por nada, eu já te perdoei por tudo. E não adianta querer fugir, voar para bem longe: o lugar mais distante do mundo fica entre nós.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-5262816243106176328?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/5262816243106176328/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=5262816243106176328' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5262816243106176328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5262816243106176328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2012/01/pagina-7.html' title='Página 7'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-7323219044009488023</id><published>2012-01-12T14:38:00.001-08:00</published><updated>2012-01-12T14:38:10.678-08:00</updated><title type='text'>Página 6</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Garamond;"&gt;(sem medo de sangrar)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;ESTOU &lt;st1:personname productid="EM SUAS MￃOS" w:st="on"&gt;EM SUAS MÃOS&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt; e acho que você roubou meu coração de tal forma que hoje ele só consegue bater corretamente depois de receber qualquer sinal de vida seu: uma mensagem, um telefonema, um sorriso de saudade, um &lt;i&gt;eu te amo&lt;/i&gt; embaraçado. Como te disse mais cedo: meu dia só começa depois do seu &lt;i&gt;bom-dia&lt;/i&gt;. E é verdade. Você traz cor ao meu dia, dita o tom da minha alegria, faz o meu mundo ter algum sentido maior do que simplesmente &lt;span style="color: black;"&gt;despertar,&lt;/span&gt; trabalhar e dormir até despertar novamente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;Acho que você levou também minha visão. Sim. Não enxergo mais nada além dos &lt;span style="color: black;"&gt;seus olhos grandes e quase negros. &lt;/span&gt;Você me aparece todos os dias, e a cada minuto, tão claramente que quase abraço o vazio achando ser um fantasma seu. E é. Sem dúvida, o mais belo de todos os fantasmas: invisível, raramente presente, e ao mesmo tempo tão vivo: tão aqui. Chego a ter lágrimas nos olhos quando penso em você, &lt;i&gt;meu fantasma&lt;/i&gt;. Não é exagero. Você me encanta de tal forma que, hoje, tenho o prazer em acordar todas as manhãs e saber que vou dividir boa parte do meu dia com &lt;span style="color: black;"&gt;o seu. &lt;/span&gt;E saber que vou sentir a quentura das suas mãos frias quando encostar os meus dedos na sua pele, branca e delicada. E saber que vou me perder no &lt;span style="color: black;"&gt;silêncio abissal do seu abraço&lt;/span&gt; infinito. E mergulhar sem medo de sangrar nesse &lt;span style="color: black;"&gt;abismo doce e confuso que é amar quem não pode te segurar. E mesmo assim me deixar ir com a certeza de que os seus braços são compridos e dóceis o bastante para amortecer a minha queda antes que eu toque o chão e me proteger: como uma mãe protegeria um filho antes de alcançar o céu. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;Você simplesmente me encanta: mesmo sabendo que, quando a noite começa a cair, você começa a se levantar e a se ausentar e a seguir sozinha como um fantasma o caminho até a sua realidade. Você me encanta de tal maneira que, hoje, vou dormir com a doce e triste certeza que em algum momento você aparecerá no meu sonho – não &lt;span style="color: black;"&gt;mais como um belo fantasma, não mais com aquelas incertezas claramente tatuadas na grandeza e na escuridão dos seus olhos – e irá&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;dizer que me ama com aquele sorriso &lt;span style="color: black;"&gt;único &lt;/span&gt;que começa no &lt;span style="color: black;"&gt;canto da sua boca e termina no brilho dos meus olhos&lt;/span&gt;.&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Garamond;"&gt;O mundo lá fora é tão pequeno. Aqui dentro, pequena, temos um mundo infinito esperando por nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-7323219044009488023?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/7323219044009488023/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=7323219044009488023' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7323219044009488023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7323219044009488023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2012/01/pagina-6.html' title='Página 6'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-8109840611638043571</id><published>2012-01-12T14:37:00.001-08:00</published><updated>2012-01-12T14:37:21.052-08:00</updated><title type='text'>Página 5</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;(dois dias para a eternidade)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;ESTOU &lt;st1:personname productid="EM SUAS MￃOS" w:st="on"&gt;EM SUAS MÃOS&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt; e você em cada nota. Na vitrola, a trilha sonora daqueles dois dias inesquecíveis embala cada palavra e convida todas as letras para uma dança onírica: o &lt;b&gt;&lt;i&gt;A&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; segura o &lt;b&gt;&lt;i&gt;M&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;pela cintura, que se desprende com toda a naturalidade do alfabeto e parece querer rodopiar feito o &lt;b&gt;&lt;i&gt;O&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; no meio desta página, sem deixá-lo escapar; que, por sua vez, tenta convencer o &lt;b&gt;&lt;i&gt;R&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; a não errar o ritmo, a não sair da dança, a fechar os olhos e simplesmente sentir. É, &lt;i&gt;amor&lt;/i&gt;: estamos dançando. Eu, como sempre, fora do compasso, sem saber como acompanhar seus passos, sem saber como invadir seu espaço sem te incomodar. &lt;span style="color: black;"&gt;Você, como sempre, delicada e quente, me pedia para falar em outra língua palavras delicadas e quentes, e me contava sobre seus sonhos delicados e quentes, e revelava segredos delicados e quentes, e até tinha imaginado, com a delicadeza e a quentura que só uma mãe é capaz de sentir, como seriam os nossos filhos que ainda nem nasceram, mas que já tinham nome e lugar para sorrir no mundo.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;Tudo foi tão lindo, e ainda é. Tudo foi tão sincero, e ainda é. Tudo foi tão verdadeiro, e ainda é. Nunca me senti tão bem e tão entregue em tão pouco tempo. Estávamos livres e nos deixamos levar pela melodia, pelos toques, pelas carícias, pelos beijos: tudo se encaixou perfeitamente. A música se encaixou com a dança que se encaixou com os toques que se encaixaram com as carícias que se encaixaram com os beijos que se encaixaram com os corpos. E os nossos corpos se encaixaram tão bem. Pelo menos, naquela noite não senti falta de nada: nem do mês de &lt;i&gt;dezembro, quase janeiro&lt;/i&gt; que se despede lá fora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;A primavera estava ali: tinha brotado do seu corpo. Seus olhos, duas sementes de futuras flores – talvez &lt;i&gt;astromélias&lt;/i&gt;, suas preferidas – ainda tentavam admirar o inverno que ficou para trás. Eu, acompanhado da única certeza que ainda me resta, a poesia, fazia versos para que o nosso amor nasça cada vez mais florido daqui pra frente. Enquanto isso, ainda escuto as nossas músicas. Sim, aquelas que embalam cada palavra e convidam todas as letras para uma dança onírica. &lt;span style="color: black;"&gt;E quando ouço cada nota &lt;/span&gt;quero te abraçar, te envolver, quase querendo te proteger &lt;span style="color: black;"&gt;de um mal que parece não existir quando estamos juntos,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;meu amor.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;E te apertar até você sumir em mim e nunca mais sair daqui de dentro. E te &lt;span style="color: black;"&gt;esmagar delicadamente&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;até você ser a minha voz e dizer que me ama, até você bater no mesmo compasso do meu coração e viver para sempre no meu corpo, &lt;span style="color: black;"&gt;até você ser as minhas mãos e querer me&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;proteger de um jeito que só você sabe e consegue e pode. E ficar ali, em mim, o tempo que você souber e conseguir e puder:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;até ser os meus pés e seguir os meus passos e me levar para onde você quiser fugir. E não querer fugir. &lt;span style="color: black;"&gt;Você quer fugir, &lt;i&gt;mabelle&lt;/i&gt;?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-8109840611638043571?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/8109840611638043571/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=8109840611638043571' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8109840611638043571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8109840611638043571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2012/01/pagina-5.html' title='Página 5'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-3607876323425378919</id><published>2012-01-12T14:36:00.003-08:00</published><updated>2012-01-12T14:36:41.421-08:00</updated><title type='text'>Página 4</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;(a casa encantada)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;Passamos pela porta de entrada: tudo estava &lt;st1:personname productid="em constru￧￣o. Nosso" w:st="on"&gt;em construção. Nosso&lt;/st1:personname&gt; sentimento também. &lt;span style="color: black;"&gt;Nunca passou pela minha cabeça que você pudesse ver algo em mim: sempre fui tímido, reservado: sempre falei pouco. Só de poder dividir alguns almoços, um pedaço do caminho na volta para casa, depois do trabalho, já me deixava feliz.&lt;/span&gt; E eu não pensava em nada mais: só queria estar com você de um jeito sincero: puro. Gostava de estar do seu lado, conversar, ouvir suas bobagens, observar seus olhos grandes e quase negros brilharem ao falar do seu filho, ao falar de livros, ao me mostrar seus autores favoritos. Adorava ouvir sua vida. Sua energia me contagiava. Sua presença me bastava. E havia um mundo ali, mas eu só via você. E havia tantas vozes, mas eu só escutava a sua: doce e delicada. E havia música também, mas o que tocava era o ritmo descompassado do seu coração nervoso pronto para se entregar. Quando os olhos brilham e a boca seca e as pernas tremem pode ter certeza que é amor. Amor, sim. No seu mais puro estado de lucidez. Ou sei lá como você chama esse sentimento doce e confuso que deixa o peito apertado, o coração atordoado e a alma leve, flutuando atrás de alguém que nem sempre flutua no mesmo ar. É assim que eu me sinto desde que saímos da &lt;i&gt;casa encantada&lt;/i&gt;: nada até agora já vivido se compara aos &lt;span style="color: black;"&gt;breves segundos&lt;/span&gt; que durou nosso beijo, escondido, proibido e ao mesmo tempo tão sincero. E meu silêncio parecia querer te amar. E mudos, surdos, quase cegos, nos beijamos pela primeira vez. Lembra? E esse gosto nunca mais saiu dos meus lábios. Estávamos bêbados de álcool e felicidade. Estávamos molhados de chuva e excitação. Mas eu teria feito tudo de novo: seco e sóbrio. Sabe quando não se espera nada: nada além de um sorriso, de um abraço, de uma palavra bonita e dita na hora certa? É assim que tudo fica mais saboroso. O gosto do eterno, o frio na barriga: tudo estava ali, como manda o figurino das mais belas cenas de beijo dos mais belos filmes de amor &lt;span style="color: black;"&gt;de todos os tempos.&lt;/span&gt; E aquele momento durou pouco o suficiente para ser lembrado para sempre. Depois andamos abraçados até o metrô, ainda bêbados de álcool e felicidade, ainda molhados de chuva e excitação. E você voltou para sua realidade: seca e sóbria&lt;span style="color: black;"&gt;. E eu voltei para casa: bêbado e só. &lt;/span&gt;Se não fosse o gosto tão real do seu beijo de despedida, se não fosse a verdade tão sincera exalando dos seus olhos grandes e quase negros, se não fosse o toque quente de suas mãos tão frias, eu ia acreditar que foi só um sonho. Um sonho que nunca mais saiu dos meus lábios. Um sonho que nunca mais me deixou dormir&lt;span style="color: black;"&gt;, &lt;i&gt;mabelle&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-3607876323425378919?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/3607876323425378919/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=3607876323425378919' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3607876323425378919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3607876323425378919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2012/01/pagina-4.html' title='Página 4'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-5010877146073939658</id><published>2012-01-12T14:35:00.001-08:00</published><updated>2012-01-12T14:35:42.358-08:00</updated><title type='text'>Página 3</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;(você realmente me ama?)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;ESTOU &lt;st1:personname productid="EM SUAS MￃOS" w:st="on"&gt;EM SUAS MÃOS&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt; e você cadê? Na rua? Perto de casa? Atravessando o último sinal antes de se esconder no seu mundo? No metrô: sentada, esperando as duas próximas estações para desembarcar e voltar para a sua realidade? Escondida em algum andar de um prédio qualquer para ler ou reler cada palavra aqui escrita sem ser vista, interrompida, encontrada, descoberta, despida pela sua realidade? Estendida em algum canto, desentendida em outro canto – como tantos que existem por aí? Cantarolando alguma música &lt;span style="color: black;"&gt;qualquer para se distrair e não me esquecer? Imaginando algum amor qualquer para se apaixonar e não me aquecer?&lt;/span&gt; Estou em suas mãos e você cadê?&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;Preparando um chá – preto ou verde ou branco – para se &lt;span style="color: black;"&gt;acalmar e se curar&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;de todas as dores com todas as cores e então, entre um gole quente e outro morno, descobrir que o amor é uma dor fria que já nasce anestesiada? Bebendo um vinho tinto e seco para embriagar o nosso &lt;i&gt;breve romance&lt;/i&gt; e ter as mãos trêmulas para fingir que não consegue me alcançar? Nessas horas – quando você &lt;span style="color: black;"&gt;não sabe onde está e simplesmente quer sumir do mundo, estalar os dedos e procurar uma realidade distante da sua – você nunca gostou de conversar e sempre preferiu o silêncio disfarçado de cinzas e gargalhadas. &lt;/span&gt;Realmente, os cigarros e as risadas são as melhores formas de acariciar o que nos faz sofrer, o que nos faz doer, enfim: o que nos faz viver. Estou em suas mãos e você cadê? Ajeitando a maquiagem para esconder a perfeição que os seus olhos grandes e quase negros desenharam &lt;span style="color: black;"&gt;no seu rosto&lt;/span&gt;? Pensando em mim sem poder pensar? Jogada na &lt;span style="color: black;"&gt;cama, nua, coberta apenas pela minha poesia, querendo &lt;/span&gt;que o amanhã chegue logo para me encontrar &lt;span style="color: black;"&gt;e descobrir que você está descoberta de razão?&lt;/span&gt; Cadê você, meu amor? Que o amanhã seja hoje para que você possa esbarrar em mim e me berrar com aquele silêncio – que só eu consigo escutar – &lt;i&gt;que você me ama&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;que você me ama,&lt;/i&gt; &lt;i&gt;que você me ama&lt;/i&gt;... Você realmente me ama, &lt;i&gt;mabelle&lt;/i&gt;?&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Garamond;"&gt;Estou em suas mãos e você em cada poema. Os dias são amores em claro e é claro que esta noite não ouvirei a sua voz tão delicada. E amanhã? &lt;i&gt;Não se sabe&lt;/i&gt;. Nosso amanhã é sempre um talvez. Ontem consegui me acalmar com suas breves e belas palavras. O amor se alimenta e, sobretudo, sobrevive de belas e breves palavras. É assim, e só assim, que ele consegue se manter vivo. E o que me mantém vivo? Além das suas belas e breves palavras? Sem dúvida, a eterna vontade de preservar tudo o que você me diz ontem, hoje e sempre.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red; font-family: Garamond;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Garamond;"&gt;Todo amor que você não ama / É um amor que desanda, é um amor que deságua em infinitas mágoas / E foge sem asas, como um pássaro amedrontado pela liberdade, num céu sem estrelas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Garamond;"&gt; / &lt;i&gt;À procura de um amor tão infinito quanto as mágoas&lt;/i&gt; / &lt;i&gt;E parte sem querer partir&lt;/i&gt; /&lt;i&gt;E se parte sem querer voltar.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red; font-family: Garamond;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-5010877146073939658?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/5010877146073939658/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=5010877146073939658' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5010877146073939658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5010877146073939658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2012/01/pagina-3.html' title='Página 3'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-4978272327056886970</id><published>2012-01-12T14:34:00.001-08:00</published><updated>2012-01-12T14:34:39.366-08:00</updated><title type='text'>Página 2</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;(escrever para você é respirar)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;ESTOU &lt;st1:personname productid="EM SUAS MￃOS" w:st="on"&gt;EM SUAS MÃOS&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt; e você em cada palavra. Não se assuste meu amor, o amor não mata: só machuca e decepciona um pouco, às vezes, e aos poucos. Mas sempre se supera e, mesmo quando morre ou parece perder fôlego, e mesmo quando chora ou parece sorrir loucamente, e mesmo quando implora ou se esquece de pedir um pouco de atenção: ele acaba recomeçando. Por isso é e será sempre vital, assim como escrever. Eu escrevo porque preciso dividir com alguém tudo o que explode em mim: o amor, a saudade e você.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Preciso da companhia dos seus olhos grandes e quase negros para ler a solidão dos meus poemas curtos e quase cegos. Preciso da maestria da sua sensibilidade para interpretar sobriamente a insegurança dos meus desejos confusos. Preciso também da sabedoria da sua fala tão delicada – quando diz que está &lt;i&gt;vivendo de saudade&lt;/i&gt; – para entender o trauma por trás dos meus silêncios incompreensíveis. Enfim: preciso de você. E é por isso que eu escrevo. E é por isso que estou em suas mãos. E é por isso que você está em cada palavra. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;Escrevo também para saber como foi o seu dia – se você chorou esta manhã, se você acordou um pouco mais tarde do que o costume ou se, mais cedo, fumou um maço inteiro tentando se acalmar e esquecer por um breve momento &lt;span style="color: black;"&gt;as confissões e as &lt;/span&gt;confusões do seu mundo, como de costume. Escrevo também para saber como foi a sua noite – se você conseguiu dormir e sonhar e me ver, por pouco tempo que seja, nessas imagens pensadas, nessas imagens prensadas e intocáveis, tocadas apenas pela capacidade de sonhar, mas que ao despertarem serão apenas o que são: &lt;i&gt;lembranças sonhadas&lt;/i&gt;. Escrevo também para saber quais são os seus medos e a quem você assusta, quais são os seus desejos e por quem você se ajoelha, quais são suas verdades e a quem você se permite mentir. E, como se não bastasse, escrevo também para saber se você me encaixa no seu tempo, mesmo sabendo que o amor é um temporal atemporal que faz chover e tremer e molhar e, mesmo assim, os&lt;span style="color: black;"&gt; esperançosos&lt;/span&gt; amantes conseguem enxergar – talvez pela cegueira momentânea das pequenas paixões, talvez pela esperança eterna de um dia acordarem ao lado de um grande amor – um sol quente e amarelo e belo, e denso, imenso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;Escrever para você é respirar, se tornou vital. É meu jeito distante de te ter sempre por perto, sempre por dentro. Mas acredite: eu trocaria, sem sonhar duas vezes, cada palavra já escrita, cada sonho já sonhado e cada silêncio já quebrado, pela sua presença constante, meu amor. Não há mais como esconder o que sinto quando te vejo desfilar pelo meu mundo todas as manhãs como se fosse voar e alcançar um céu límpido – &lt;span style="color: black;"&gt;daqueles que não existem mais: &lt;/span&gt;sem nuvens, &lt;span style="color: black;"&gt;sem vento, sem pássaros, sem deuses &lt;/span&gt;para atrapalhar a delicadeza tão humana do seu voo. &lt;span style="color: black;"&gt;Não há mais como esconder todas as verdades que eu preciso dizer, aos prantos, aos seus ouvidos e as que eu preciso ouvir, aos tantos, dos seus lábios finos, que ainda preservam tantas palavras não ditas, como se quisessem me poupar de um possível sofrimento; e por isso se calam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;A única dor que você me causa é a dor sufocante e física da saudade. É inevitável. Todos os dias, frios ou não; todas as noites, em claro ou não; em cada minuto, diminuto ou não, você se faz presente, querendo ou não, como um grito gritado aos prantos e aos tantos e aos quatro cantos do meu mundo – que, entretanto, também se tornou um pouco seu. E eu me pego sorrindo, feito bobo. E eu me apego tanto a essa risada, feito louco. E eu me apago num sono profundo, feito poucos. Mas aquela dor sufocante e física da saudade continua lá. Aliás, aqui. E é exatamente aqui que ela segue o seu destino de fazer doer e faz questão de me lembrar todas as noites e com todas as letras e com todas as dores e com todas as cores: &lt;b&gt;que você não é minha&lt;/b&gt;. Que você não é minha &lt;i&gt;por enquanto&lt;/i&gt;: alívio, esperança. Que um dia, quem sabe, eu poderei contemplar a beleza do seu sorriso todas as manhãs e me alimentar da poesia dos seus olhos grandes e quase negros sempre que acariciar seus cabelos sem te perder de vista. E assim te olhar todas as noites em claro e acreditar claramente que em algum momento ou por algum motivo eu vou estar nesse sonho, desperto &lt;span style="color: black;"&gt;e de olhos bem abertos.&lt;/span&gt; E é também por isso que eu te escrevo &lt;span style="color: black;"&gt;desesperadamente.&lt;/span&gt; Escrever para você é inspirar e expirar: é inspirar e esperar: é inspirar e suspirar: é respirar: é preencher o meu mundo com o que a vida me deu de mais improvável, precioso e vital: a possibilidade de um dia viver e morrer nos seus braços infinitos: todas as noites.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-4978272327056886970?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/4978272327056886970/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=4978272327056886970' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4978272327056886970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4978272327056886970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2012/01/pagina-2.html' title='Página 2'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-7825983762602677784</id><published>2012-01-12T14:32:00.000-08:00</published><updated>2012-01-12T14:33:13.942-08:00</updated><title type='text'>Página 1</title><content type='html'>&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Garamond;"&gt;&lt;i&gt;Com você não preciso alcançar o céu: só é um pouco mais difícil voltar para o chão.&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;(primeiras palavras)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Garamond;"&gt;I&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;Estamos numa doce e triste manhã de novembro, em algum lugar bem perto de nós: distante dos outros. E é exatamente onde e quando começa este &lt;i&gt;breve romance&lt;/i&gt;. Lá fora, os pássaros voam livres e emitem um som alado e raro: uma quase poesia sonora que voa desesperadamente procurando a textura macia de sua pele para pousar delicadamente e ficar, ali, escrita e acariciada para sempre. Aqui dentro, o chá esquenta as xícaras de porcelana, brancas com desenhos orientais: são flores verdes e rosas e claras e, claro, um provérbio chinês que diz talvez &lt;i&gt;eu te amo&lt;/i&gt;, talvez &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; &lt;i&gt;me &lt;span style="color: black;"&gt;beba, sou muito quente pra você&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;ou ainda&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;i&gt;me espere esfriar&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Os provérbios sempre dizem algo que queremos e precisamos escutar e que faz sentido naquele momento, mas logo é esquecido e tão logo é bebido quente ou frio até sumir em nós, num gole só e seco: como somem as memórias mais doces. O&lt;/span&gt; chá ainda esquenta as xícaras de porcelana, antes frias como a brisa que embaça&lt;span style="color: black;"&gt;va&lt;/span&gt; as vitrines da nossa alma, onde se podia escrever com a ponta do dedo indicador &lt;i&gt;sinto sua falta, meu amor&lt;/i&gt;. Ao que tudo indica, os amores nascem assim: do nada. Hoje, as tristes manhãs que precisavam amanhecer, amanheceram felizes por ter escutado pela primeira vez o seu primeiro &lt;i&gt;bom-dia&lt;/i&gt;. E as pessoas, cabisbaixas &lt;span style="color: black;"&gt;por nunca terem tido o privilégio de te ver desfilar pelo mundo, admiram&lt;/span&gt; o chão sujo, empoeirado, e não olham para o céu límpido porque sabem que você existe e brilha mais do que qualquer estrela. Mas elas não importam agora: fazem parte de outro cenário. Meu cenário agora é você. Lá fora, o mundo simplesmente acontece. Aqui dentro, tudo é silêncio. Silêncio e, claro, a sua inconfundível gargalhada. Aqui dentro: você simplesmente acontece. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Garamond;"&gt;II&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Garamond;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;ão sei como nem quando surgiu a ideia de começar a te escrever. Tão pouco sei por que resolvi tirar a tampa dos meus sonhos e tentar descrever da maneira mais simples meus sentimentos mais complicados, meus desejos mais confusos e minhas mais sinceras verdades sobre você, sobre mim, sobre nós. Saiba que eu também não sei o que vai surgir deste &lt;i&gt;breve romance&lt;/i&gt;: não parei para reler – você é a primeira e a única leitora destas páginas que outrora estariam em branco, mas que de agora em diante estão coloridas, e elas têm a sua cor. &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Garamond;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: Garamond;"&gt;A &lt;i&gt;primeira &lt;/i&gt;porque são seus olhos, grandes e quase negros, que vão procurar em cada letra, uma palavra e em cada palavra, uma frase e em cada uma dessas frases, um sentido. E quando acharem esse sentido, talvez eles brilhem ainda mais do que estão acostumados a brilhar, e consigam enfim entender sem exigir explicação alguma que quem escreve não escreve enlouquecidamente porque quer, mas literalmente porque não quer enlouquecer.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt; E quem ama, não ama perdidamente porque quer: ama essencialmente porque precisa se encontrar. Ou talvez eles não encontrem sentido algum e olhem distraídos para contemplar este imenso céu azul quase invisível, e&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;se percam tentando alcançar a nuvem mais alta – aquela que quase ninguém vê, mas que existe. Existe porque está lá, acima das outras. E, sabe, é isso que me conforta. Nada mais. Saber que você existe &lt;span style="color: black;"&gt;simplesmente&lt;/span&gt; porque está lá. Saber que você é aquela nuvem distraída de olhos grandes e quase negros que se perde inocentemente neste imenso céu azul quase invisível. &lt;span style="color: black;"&gt;E existe também porque está aqui: dentro de mim. E é isso que me conforta.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Nada menos.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;A &lt;i&gt;única&lt;/i&gt; porque, sem exagero, não há nas bibliotecas deste mundo, não há nos pisos deste chão, não há na lucidez das minhas loucuras e muito menos na imensidão das&lt;span style="color: black;"&gt; suas&lt;/span&gt; ausências, nada nem ninguém capaz de entender o silêncio dos meus poemas, curtos e quase cegos, &lt;span style="color: black;"&gt;com a mesma&lt;/span&gt; delicadeza dos seus olhos, grandes e quase negros. Eles têm o privilégio de ler as entrelinhas de cada verso, e por ali ficar por horas e horas e dias e dias, até adormecerem &lt;span style="color: black;"&gt;num sonho confuso e denso –&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;como são os sonhos dos que amam e não podem&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;se entregar&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;. &lt;/span&gt;E eles nunca se fecham porque precisam de vida &lt;span style="color: black;"&gt;para morrer,&lt;/span&gt; e também &lt;span style="color: black;"&gt;precisam se&lt;/span&gt; alimentar dessa poesia para continuar a brilhar e a sentir saudades e a mentir verdades. Por isso serão sempre grandes e quase negros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;Já, meus poemas têm a necessidade de buscar nos seus traços o formato de cada letra &lt;span style="color: black;"&gt;e&lt;/span&gt; o compromisso de catar em suas mãos as palavras mais imperfeitas – aquelas que nunca foram versificadas – e ver se cada &lt;i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;eu te amo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;gritado silenciosamente pelos seus lábios finos consegue me acolher sem dentes, sem me deixar sofrer e só me fazer enxergar o que há de mais belo no amor: &lt;i&gt;aquilo que não se diz&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt; Meus poemas também têm a obrigação de contar nos seus dedos todas as vezes que eu não pude ouvir o tom da sua voz tão deliciada dizer que sente a minha falta. E nesse timbre ficar e respirar por meses e meses e rimas e rimas, até adoecerem num sonho &lt;span style="color: black;"&gt;doce e triste&lt;/span&gt; – &lt;i&gt;como são os sonhos dos que amam e não encontram ninguém para se entregar&lt;/i&gt;. E eles &lt;span style="color: black;"&gt;nunca se ausentam por muito tempo&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;porque precisam das migalhas da sua presença, dos pedaços mastigados do seu coração e de alguns goles das suas lágrimas para não &lt;span style="color: black;"&gt;secarem,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;sozinhos,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;como os pontos finais dos breves romances sem final feliz. &lt;/span&gt;Por isso serão sempre curtos e quase cegos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; tab-stops: 27.0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;Saiba que também não sei muito bem o que pode &lt;span style="color: black;"&gt;sair da boca e dos poros e das mãos e dos olhos &lt;/span&gt;de um &lt;span style="color: black;"&gt;homem&lt;/span&gt; de carne e osso e sangue e sonhos que se permite acreditar na realidade de vez &lt;st1:personname productid="em quando. E" w:st="on"&gt;em quando. E&lt;/st1:personname&gt; mesmo que nada faça sentido. E mesmo que eu não consiga me expressar com as palavras certas. E mesmo que você não interprete da maneira mais simples meus sentimentos mais complicados, meus desejos mais confusos e minhas mais sinceras verdades sobre você, sobre mim, sobre nós; saiba que aqui, em cada página, em cada erro ou palavra, em cada espaço ou entrelinha, em cada ponto e vírgula, estão os meus mais &lt;span style="color: black;"&gt;vivos&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;pensamentos, aqueles que pulsam e vibram cada vez que pensam nos seus olhos grandes e quase negros. Pensamentos estes que começaram a ser pensados naquela doce e triste manhã do dia &lt;i&gt;dezesseis de &lt;span style="color: black;"&gt;novembro &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;de um ano que eu prefiro – e preciso –&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;não revelar. Aquela mesma manhã&lt;i&gt; &lt;/i&gt;onde &lt;/span&gt;te vi desfilar inocentemente pelo meu mundo pela primeira vez&lt;span style="color: black;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;III&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;Estou te escrevendo de coração totalmente aberto: exposto. &lt;span style="color: black;"&gt;E o risco de me ferir, nesse caso, é bem maior. Mas sangrar agora é o de menos. &lt;/span&gt;Quero falar de você&lt;span style="color: black;"&gt;.&lt;/span&gt; Quero falar de mim. Quero falar de nós. Coloquei na ponta dos meus sonhos tudo o que o lado esquerdo do meu peito sempre quis dizer, mas talvez por medo de não encontrar as palavras exatas – ou talvez por não saber exatamente como enfrentar os seus olhos grandes e quase negros, e não querer vê-los chorar e manchar essas páginas com o sal da sua dor, deixando&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;então&lt;/span&gt; o gosto doce da sua ausência amargurar os meus lábios&lt;span style="color: black;"&gt; desmanchados&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;– preferiu escrever. E escrever nada mais é do que falar com mais calma. Falar pensado. É pensar em você do jeito mais improvável e provável: desnuda e delicada. É lutar contra tudo o que me afasta dos seus lábios, finos. É contar para todos o que&lt;span style="color: red;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;mais me aproxima dos seus braços, &lt;span style="color: black;"&gt;compridos.&lt;/span&gt; É enfrentar sem medo de ser infeliz a estupidez que é assumir que &lt;i&gt;eu te amo&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;e querer sumir e te amar: ao mesmo tempo, no mesmo tempo; e ao mesmo tempo é aceitar, sem medir as consequências, a covardia que é &lt;i&gt;você dizer que também me ama&lt;/i&gt; e não poder sumir e me amar: ao mesmo tempo, no mesmo tempo.&lt;/span&gt; É encostar delicadamente meu corpo frágil na quentura das suas mãos tão frias e me deixar derreter pelo seu abraço infinito. É admirar, sem precisar fechar os olhos, a grandeza e a escuridão das suas pálpebras: que nada mais são do que um véu grandioso e escuro pelo qual você se esconde e &lt;span style="color: black;"&gt;não se abre&lt;/span&gt; – talvez &lt;span style="color: black;"&gt;por ter&lt;/span&gt; medo de revelar que a janela da sua alma, hoje, está de portas fechadas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;Pensar em você é abdicar dos sonhos sem deixar de lado o eterno prazer de sonhar. &lt;span style="color: black;"&gt;É encarar a realidade com os pés no chão e ter as mãos estendidas na imensidão de um céu noturno e distante, na vã e necessária tentativa de buscar, entre as estrelas mais brilhantes, a delicadeza dos seus traços para te trazer de volta&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;ao meu mundo – e você brilha mais do que todas elas&lt;/span&gt;, &lt;i&gt;mabelle&lt;/i&gt;.&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;É esboçar o seu rosto no papel, rabiscar os seus olhos grandes e quase negros na textura suja e inexata de uma folha branca e &lt;span style="color: black;"&gt;perceber&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;que qualquer rascunho ou traço seu já &lt;span style="color: black;"&gt;nasce,&lt;/span&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;na sua essência,&lt;/span&gt; uma obra-prima e imperfeita. É descobrir que é literalmente impossível te esquecer. Quando tento te apagar de todas as formas de todos os meus poemas, curtos e quase cegos, até o&lt;span style="color: black;"&gt; invisível&lt;/span&gt; desenho da borracha, ao tentar te fazer sumir dos versos, acaba te trazendo diversas vezes de volta para essas páginas que outrora estariam em branco, mas que de agora em diante são coloridas, e elas têm a sua cor, e elas têm as suas rimas. Escrever nada mais é do que entender que você não está ali, mas está. É aceitar que tudo ficará engasgado no &lt;i&gt;poderia ter sido&lt;/i&gt;. E, pode ter certeza, o &lt;i&gt;poderia ter sido&lt;/i&gt; sangra muito mais do que o &lt;i&gt;não foi&lt;/i&gt;. E para adestrar essa loucura quase bestial que é sangrar no seu colo e você não ter tempo para estancar &lt;span style="color: black;"&gt;o meu sangue,&lt;/span&gt; resolvi que, a partir de hoje, dedicarei um pouco das minhas noites neste pequeno diário, nesta curta história de amor ou neste breve romance,&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;chame como preferir: ele é todo seu:&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;você é a primeira e a única leitora &lt;span style="color: black;"&gt;– lembra?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;IV&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Garamond;"&gt;Todas as noites você dormirá comigo e amanhecerá nas minhas palavras – vomitadas. Todas as manhãs você acordará comigo e estará nos meus silêncios – engasgados. Todos os dias você nascerá comigo e morrerá nos meus poemas – incompletos. Estará também naquele beijo que não nos demos porque não nos vimos, ou naquela saudade que não bateu porque não nos tocamos. Estará naquela voz embaraçada que não sabe se ama ou se cala e, por fim, estará nos meus passos descompassados quando atravessam desesperadamente a calçada de uma rua qualquer sem olhar pros lados porque sabem que você está no céu e voa &lt;span style="color: black;"&gt;livremente &lt;/span&gt;entre as nuvens mais altas, como um sonho &lt;span style="color: black;"&gt;delicado&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;e perdido. Aquele mesmo imenso céu azul e quase invisível, bordado com infinitas estrelas. E você brilha mais do que todas elas&lt;span style="color: black;"&gt;, pode ter certeza.&lt;/span&gt; Acho que só assim, por enquanto, consigo te ter por inteira: &lt;i&gt;minha metade&lt;/i&gt;. E é uma delícia te imaginar, te pensar, te sonhar. Por mais cruel que seja não poder te ver todas as manhãs para dividir o mesmo café e preparar o seu pão – &lt;i&gt;o mais branquinho da padaria, claro!&lt;/i&gt; – &lt;span style="color: black;"&gt;com&lt;/span&gt; manteiga – &lt;i&gt;com sal, obviamente!&lt;/i&gt; Por mais que eu não possa sair de mãos dadas com as suas &lt;span style="color: black;"&gt;e mostrar para deus e o mundo&lt;/span&gt; que você também é um pouco deusa, um pouco mundo e um pouco minha. Digo &lt;i&gt;um pouco &lt;/i&gt;porque não podemos ser totalmente de alguém. &lt;span style="color: black;"&gt;Isso estragaria a beleza maior que o amor pode nos proporcionar: &lt;i&gt;sermos livres, sendo nós&lt;/i&gt;. E tendo-te um pouco sei que te terei para sempre – a liberdade sempre foi a mais bela algema dos amantes em qualquer época, em qualquer tempo, em qualquer mundo. E pode ter certeza que o pouco de mim que sobrevive em você é todo seu. Posso contar contigo até a eternidade ou devo me contentar com as incertezas impostas e postas diariamente em nosso destino?&lt;/span&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;Desde então todas as manhãs de novembro são doces. &lt;i&gt;Doces&lt;/i&gt; porque te trouxeram e me fizeram despertar no seu mundo sem medo de tentar ser feliz. Desde então todas as manhãs de novembro são tristes. &lt;i&gt;Tristes &lt;/i&gt;porque te trouxeram e me fizeram voar como um sonho delicado e perdido que tenta pousar na sua realidade, mas não consegue. Por que elas te trouxeram, &lt;i&gt;mabelle&lt;/i&gt;?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-7825983762602677784?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/7825983762602677784/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=7825983762602677784' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7825983762602677784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7825983762602677784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2012/01/pagina-1.html' title='Página 1'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-2180178642539760096</id><published>2011-10-30T05:46:00.000-07:00</published><updated>2011-10-30T05:46:03.077-07:00</updated><title type='text'>Lida para Sempre (releitura)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit; font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; line-height: 16px;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; line-height: 16px;"&gt;Quando abro um livro, pode ser um romance qualquer, é você quem me vem à cabeça e aos olhos e às mãos. E não me importa os personagens, se são reais ou imaginados, e não me importa a história, se é fictícia ou vivida, pode até ser curta ou infinita: não importa: penso em você e leio a sua vida: e amo cada página: e amo cada sopro: e assopro cada palavra até embaralhar cada letra e te encontrar, aqui, presa no silêncio da escrita. E assopro cada palavra até embaralhar cada letra e te perder, ali, livre nas algemas da imaginação. Não me importa se o final será feliz ou incompreendido, se os amantes serão infelizes ou compreendidos, compreendo que assim os romances são mais belos, mais eternos: quando o escritor não se importa com os finais, os princípios. Quando o escritor não gasta palavras tentando descrever o impossível e se limita&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em style="background-color: white; color: #333333; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;apenas&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;a invadir o campo das possibilidades. É claro que nem todo amor é possível, mas ainda assim, quando abro um livro, pode ser um romance qualquer, penso em você e leio a sua vida. E ela passa pelas mãos e ela passa pelos meus olhos e ela passa pelos meus sonhos como uma vida passa pela eternidade. E é lida para sempre.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; line-height: 16px; text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-2180178642539760096?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/2180178642539760096/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=2180178642539760096' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2180178642539760096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2180178642539760096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2011/10/lida-para-sempre-releitura.html' title='Lida para Sempre (releitura)'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-7221743379457691618</id><published>2011-10-08T21:43:00.000-07:00</published><updated>2011-10-08T21:43:23.426-07:00</updated><title type='text'>A Primeira Primavera de Eloise Hartwies</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 22px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Você ainda não nasceu, mas já sorri como se conhecesse o mundo de cor, e já enxerga como se tivesse visto todas as cores do mundo, e até se comporta como se tivesse superado todas as dores do mundo. E ainda assim, sem ter começado a viver e ao mesmo tempo tendo vivido tão intensamente, ainda tem toda uma vida pela frente. Mas não se assuste, &lt;span style="color: black;"&gt;meu amor.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;Pode se amedrontar sem medo: viver é justamente matar o que nos assusta, e estamos aqui para te acompanhar. Por enquanto, você faz parte dos meus sonhos confusos e sua voz já ecoa pela minha realidade, pelos meus tímpanos, como se fosse me chamar a qualquer instante e, pode ter certeza, que a qualquer instante estarei lá, lá onde você estiver. Por enquanto, você é fruto da imaginação fértil da sua mãe e sua mão, pequena, já procura a grandeza dos seus dedos para segurar com toda a força que você ainda não tem e se sentir protegida naquele pedaço de pele tão desconhecido, mas que você sabe que será &lt;span style="color: black;"&gt;seu daqui&lt;/span&gt; pra sempre. E, assim, na ânsia de existir, de ser, sua boca já procura o seio menos distante para se alimentar de vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Você ainda não nasceu, mas já herdou o sorriso da sua mãe, que até então eu achava que não poderia pertencer a mais ninguém, mas agora vejo que também é todo seu. E isso me faz sorrir, feito criança. Você também herdou seus olhos grandes: duas sementes negras que precisam da água e do sal das suas futuras lágrimas para brotar e fazer florescer todo o seu brilho, um brilho que eu só encontro quando você esboça uma careta qualquer, procurando as palavras exatas que você não ainda conhece para dizer que me ama. Seus lábios são claros e são finos porque precisam dizer delicadamente o quanto você também a ama, e precisam pedir com ternura e simplicidade sempre que você precisar de um colo ou de uma palavra doce que conforte e acalme a sua alma. De mim, você herdou o fascínio pela sua mãe. E a minha timidez e os meus silêncios que, um dia, serão tão necessários. Principalmente quando você se apaixonar pela primeira vez. E, mais uma vez, meu amor não se assuste. Você, tão logo, vai se decepcionar. As paixões não têm o mesmo sabor. São breves, são loucas, são tantas e, entretanto, não chegam aos pés de um grande amor. Esse sim, eterno. Esse sim, dócil. Esse sim, fértil. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Você ainda não nasceu e já treme, não de frio, mas de saudade do agasalho bordado pelas mãos de sua avó, que você ainda não conheceu, mas que te espera com as mesmas rugas e os mesmos brinquedos. E já teme não ser filha única, soberana. E sente ciúmes do seu irmão mais novo dividindo os meus abraços, os beijos da sua mãe, o carinho dos dois. E quando você chorar, de frio ou de ciúmes, talvez meus ombros não estejam mais aqui porque um dia eu também preciso partir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Você&lt;b&gt; &lt;/b&gt;ainda não nasceu, mas já invade nosso mundo como se estivesse aqui há séculos e olha pra sua mãe como se já tivesse olhado tantas outras vezes para ela e pede para ser ninada como se nunca tivesse sido abraçada. Olho para vocês: ela, nos seus braços que agora são seu berço. Você, iluminada, como se guardasse deus no colo, com a delicadeza maternal de quem esperou nove meses, e esperaria até uma vida, só para vê-la sorrir, só para vê-la enxergar, só para vê-la se comportar como se já conhecesse as dores e as cores do mundo de cor, antes de nascer.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Garamond; font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-7221743379457691618?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/7221743379457691618/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=7221743379457691618' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7221743379457691618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7221743379457691618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2011/10/primeira-primavera-de-eloise-hartwies.html' title='A Primeira Primavera de Eloise Hartwies'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-7448466141058953319</id><published>2011-10-04T20:19:00.000-07:00</published><updated>2011-10-04T20:19:00.941-07:00</updated><title type='text'>CONTATOS</title><content type='html'>Para todos que comentaram e eu não respondi. Para todos que apareceram, leram e não deixaram comentários. Para todos que estão visitando pela primeira vez. Deixo meus contatos, acho que fica mais fácil trocar ideias ou não nos perdermos pela frieza do mundo virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Facebook&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100001443710707"&gt;http://www.facebook.com/profile.php?id=100001443710707&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E-mail: pedrogabrielcontato@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, até o próximo post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-7448466141058953319?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/7448466141058953319/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=7448466141058953319' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7448466141058953319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7448466141058953319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2011/10/contatos.html' title='CONTATOS'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-7615554720475095674</id><published>2011-09-16T05:08:00.001-07:00</published><updated>2011-09-16T05:09:57.937-07:00</updated><title type='text'>Ainda que triste, é amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Ainda que triste, de todas as manhãs que eu vi nascer, aquela foi a mais doce e a mais delicada. Doce porque os pássaros que ontem rasgavam delicadamente as inocentes nuvens brancas com a doçura bestial de seus bicos, como se procurassem naquele imenso labirinto azul todos os becos que pudessem me levar até você, hoje voam preguiçosos e lentos e sem direção como se tivessem acabado de fechar as asas e desistido de encontrá-la. Delicada porque as nuvens que ontem se assustavam inocentemente com a indelicadeza dos seus invasores insensíveis, hoje desenham figuras incompreensíveis e coloridas, tentando me fazer compreender de todas as cores que você não pertence mais aos céus, que você não pertence mais aos seus, que, agora, você é livremente sua – como aquelas estrelas decadentes que outrora se exibiam na tela escura da eternidade e que, para viverem de um grande amor ou sobreviverem de uma pequena paixão, aceitaram perder o brilho para ganhar vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Ainda que triste, de todas as manhãs que eu vi nascer, aquela foi a mais doce e a mais delicada. Doce porque o vento, que ontem soprava como nunca havia soprado e levava para longe tudo o que me mais me aproximava de você, hoje acaricia suas mãos tão delicadas com a doçura que só quem é vento ou quem é você é capaz de entender, como se quisesse te agarrar firme (mesmo sem ter mãos, por ser vento) e deslizar pelos seus pelos, pela sua pele e penetrar nos seus poros e, por um motivo qualquer – talvez amor – invadir os seus segredos mais íntimos, os seus tímpanos mais atentos e soprar em vão ao pé do seu ouvido: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;eu te amo&lt;/i&gt;. Delicada porque o sol que ontem ainda aquecia &lt;span style="color: black; mso-themecolor: text1;"&gt;nossos sonhos e nos deixava cobertos pela quentura i&lt;/span&gt;rracional da realidade e ao mesmo tempo descobertos de qualquer sintoma de razão, hoje parece não querer despertar em sua plenitude porque ainda bocejava naquele imenso céu azul, agora quase alaranjado. Talvez sentiu medo como aquelas nuvens brancas que desenhavam figuras incompreensíveis e coloridas. Talvez sentiu preguiça como aqueles pássaros insensíveis que fecharam as asas e desistiram de tentar encontrá-la. Talvez o sol também tenha sentido sua falta naquela manhã e lembrou de quando você ainda reluzia bem perto das outras estrelas – aquelas mesmas estrelas que se acovardaram perante o amor e preferiram brilhar sozinhas e distantes como são as paixões. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Ainda que triste, de todas as manhãs que eu vi nascer, aquela foi a mais doce e a mais delicada. Doce porque foi ela quem me fez abrir delicadamente as pálpebras e despertar na escuridão dos seus olhos, grandes e quase negros. Delicada porque foi ela quem me permitiu morrer na doçura dos seus braços infinitos e ainda assim me sentir tão vivo – todas as manhãs. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-7615554720475095674?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/7615554720475095674/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=7615554720475095674' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7615554720475095674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7615554720475095674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2011/09/ainda-que-triste-e-amor.html' title='Ainda que triste, é amor'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-2299114017534352939</id><published>2011-07-13T18:16:00.001-07:00</published><updated>2011-07-13T18:16:58.935-07:00</updated><title type='text'>Brilhante Ausência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Na penumbra de um amor ainda incompreendido tento entender a sua ausência. Logo você, que já esteve tantas vezes aqui e comeu da minha boca, e bebeu da minha poesia. Hoje parece refletir e brilhar em outros tantos lugares que não aqui. Aqui onde ascendi seu último cigarro - aquele que dá o mesmo prazer que todos os outros cigarros já tragados, mas tem o privilégio de ser o último. Aquele que só se fuma sozinho. Aqui onde deixei você me amar sem medo de não poder retribuir. Aqui onde me fiz seu e desfiz qualquer pretensão de não sê-lo mais. Aqui onde deus até tentou rezar um bocado pedindo à poesia que você permaneça intacta e confusa, como os versos de amor devem ser. Aqui onde aguardo a luz ou você, tanto faz. Aqui onde guardo você ou a luz, dá no mesmo. Tanto ela quanto você dependem de um amor qualquer para brilhar. Tanto você quanto ela precisam de um amor para sair da penumbra e encontrar o que, nem ela e nem você, conseguem encontrar aqui. A luz tem a vantagem de me entender. Você tem a capacidade de me confundir. E não adianta querer me&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 16px;"&gt;explicar, nunca vou entender a sua ausência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 16px;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-2299114017534352939?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/2299114017534352939/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=2299114017534352939' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2299114017534352939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2299114017534352939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2011/07/brilhante-ausencia.html' title='Brilhante Ausência'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-3366486279908189294</id><published>2011-07-09T19:07:00.000-07:00</published><updated>2011-07-09T19:08:14.016-07:00</updated><title type='text'>Amor e Dùvida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Os sonhos, por mais distantes que possam parecer, sempre nos aproximaram de alguma forma. A noite que acabou de amanhecer é testemunha. Te toquei sem te tocar. Te beijei sem te beijar. Ouvi a sua voz sem ouvi-la e até trocamos algumas palavras em silêncio. Mas você estava lá, eu juro. Do mesmo jeito, com a mesma voz, com os mesmos braços, traços, maços... Exatamente igual de quando nos vimos pela primeira e última vez. Ali, naquela noite, te toquei como quem toca o desconhecido, mas conhece as consequências. Eu me arrisquei. Você dormia em meu sonho. Não quero te despertar, mas a realidade é que você desperta em mim as coisas mais improváveis e sinceras: o amor e a dúvida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-3366486279908189294?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/3366486279908189294/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=3366486279908189294' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3366486279908189294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3366486279908189294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2011/07/amor-e-duvida.html' title='Amor e Dùvida'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-8671206046519572130</id><published>2011-07-04T18:42:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T18:42:37.317-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Escrevo porque preciso dividir com alguém tudo o que explode em mim: amor, saudade, vontade, necessidade e você. Preciso da companhia dos teus olhos para ler a solidão dos meus poemas. Preciso da maestria da tua sensibilidade para interpretar a insegurança dos meus desejos. Preciso da sabedoria da tua fala para entender o trauma por trás do meu silêncio...Enfim, preciso de você. E é por isso que eu escrevo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 14px;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-8671206046519572130?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/8671206046519572130/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=8671206046519572130' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8671206046519572130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8671206046519572130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2011/07/blog-post.html' title=''/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-3061834301914881342</id><published>2011-06-28T18:50:00.003-07:00</published><updated>2011-06-28T18:50:03.135-07:00</updated><title type='text'>Esqueça e Ame</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Você que passou a noite inteira acordada, esperando um amor na fiel companhia de um cigarro pela metade e de um livro envelhecido, ainda guarda uma pequena esperança de ter valido a pena ter mantido as pálpebras entreabertas por tanto tempo, e aguarda, com a delicadeza de sempre, não se sentir traída pelo sonho de que, um dia, ele realmente virá. Entre um trago e outro, a saudade virou cinzas. Entre uma página e outra, a noite passou em branco. Entenda, nem as cinzas, nem as palavras, nem a saudade, muito menos a noite, são frias o suficiente para aquecer e confortar a alma de um corpo apaixonado que só faz esperar um amor que já não ama mais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-3061834301914881342?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/3061834301914881342/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=3061834301914881342' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3061834301914881342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3061834301914881342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2011/06/esqueca-e-ame.html' title='Esqueça e Ame'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-3868136175192899543</id><published>2011-06-28T16:52:00.001-07:00</published><updated>2011-06-28T16:52:41.647-07:00</updated><title type='text'>Lida para Sempre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Quando abro um livro, pode ser um romance qualquer, é você quem me vem à cabeça. E aos olhos. E às mãos. E não importa os personagens, se são reais ou imaginados, e não me importa se a história é fictícia ou vivida, pode ser curta ou infinita, penso em você. Leio a sua vida. E ela passa pelas minhas mãos como uma vida passa pela eternidade. E é lida para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-3868136175192899543?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/3868136175192899543/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=3868136175192899543' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3868136175192899543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3868136175192899543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2011/06/lida-para-sempre.html' title='Lida para Sempre'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-8544506512611648843</id><published>2011-06-11T09:59:00.000-07:00</published><updated>2011-06-11T09:59:51.001-07:00</updated><title type='text'>Simplesmente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Simplesmente preciso de você. De você e das suas mãos que mal conseguem me envolver; e dos seus lábios que nem sempre podem encostar nos meus; e dos seus sonhos que ainda nem sabem se estão dispostos a despertar em nossa possível realidade... Simplesmente preciso de você, minha vida. De você e de algumas pequenas divergências para que esse amor não padeça como aqueles tantos que deixamos morrer sem notar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-8544506512611648843?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/8544506512611648843/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=8544506512611648843' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8544506512611648843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8544506512611648843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2011/06/simplesmente.html' title='Simplesmente'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-5010206834454149852</id><published>2011-06-04T17:03:00.001-07:00</published><updated>2011-06-04T17:03:58.946-07:00</updated><title type='text'>Último Sonho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Quero atravessar os seus sonhos com a mesma delicadeza de quem ama pela primeira vez. Quero me aventurar pelo seu corpo e me apossar da sua alma como quem sonha pela última vez. E convidá-la para dançar, e chorar, e sorrir, e viver... E depois de sugar todos os sentimentos que ainda sentiam, e depois de roubar todos os amores que ainda amavam, e depois de sonhar todos os sonhos que ainda dormiam, quero que você tenha a coragem daqueles covardes que nunca amaram por uma noite sequer e sequer sonharam em sonhar um dia e me desperte para a realidade com a mesma delicadeza de quem ama pela primeira vez.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 16px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-5010206834454149852?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/5010206834454149852/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=5010206834454149852' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5010206834454149852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5010206834454149852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2011/06/ultimo-sonho.html' title='Último Sonho'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-3440010991645924825</id><published>2011-04-13T15:28:00.000-07:00</published><updated>2011-04-13T15:51:00.361-07:00</updated><title type='text'>Amor Sem Título</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;Escrever pra você é respirar. Se tornou vital. É meu jeito distante de te ter sempre por perto. Mas eu trocaria cada palavra já escrita pela sua presença constante. Não há mais como esconder o que sinto quanto te vejo desfilar pelo meu mundo todas as manhãs. Não há mais como esconder todas as verdades que eu preciso dizer e que eu preciso ouvir dos seus lábios.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;A única dor que você me causa é a dor física da saudade. É inevitável. Todos os dias, noites, minutos, você se faz presente. E eu me pego sorrindo, feito bobo. Mas a dor logo segue seu destino de fazer doer e faz questão de me lembrar com todas as letras que você não é minha. Que você não poder ser minha, por enquanto. Que você, um dia quem sabe, será um pouco minha. Acho, aliás, tenho certeza, que será o dia mais feliz da minha vida. Poder contemplar a beleza do seu sorriso todas as manhãs, poder me alimentar da poesia dos teus olhos entupidos de saudade sempre que acariciar seus cabelos sem te perder de vista, poder te olhar dormir todas as noites e acreditar que em algum momento, ou por algum motivo, eu vou estar nesse sonho. Essa seria a realidade que eu gostaria de dividir com você. E é por isso que eu te escrevo. Escrever pra você é respirar. Escrever pra você é inspirar. É preencher o meu mundo com o que a vida me deu de mais bonito: a possibilidade de um dia viver e morrer &amp;nbsp;nos seus braços.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-3440010991645924825?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/3440010991645924825/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=3440010991645924825' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3440010991645924825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3440010991645924825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2011/04/amor-sem-titulo.html' title='Amor Sem Título'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-7496652988025671647</id><published>2011-04-10T13:57:00.000-07:00</published><updated>2011-04-10T13:57:39.855-07:00</updated><title type='text'>Sem Título</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Contemplar a beleza do seu sorriso todas as manhãs. Me alimentar da poesia dos teus olhos entupidos de saudade.Te olhar dormir todas as noites e acreditar que em algum momento eu vou estar nesse sonho. É por isso que te escrevo todos os dias, sem exceção. Escrever pra você é respirar. Escrever pra você é inspirar. É preencher o meu mundo com o que a vida me deu de mais bonito: a possibilidade de um dia viver e morrer do seu lado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-7496652988025671647?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/7496652988025671647/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=7496652988025671647' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7496652988025671647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7496652988025671647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2011/04/sem-titulo.html' title='Sem Título'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-7325782986176288700</id><published>2011-03-26T06:28:00.000-07:00</published><updated>2011-03-26T06:28:56.188-07:00</updated><title type='text'>Desesperadamente Amor</title><content type='html'>[...&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Queria tanto um amor que não me acordasse para dar bom dia, que não me levasse para cama, que não me desse um beijo de despedida, um abraço de chegada. Isso é tão inútil às vezes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoHyperlink"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Quero aqueles amores sinceros, sabe? Aqueles que deixam o coração um pouco de lado e pulsam delicadamente em algum lugar qualquer tentando convencer os amantes que amar e morrer são dois verbos tão parecidos que se conjugam no tempo e se encontram nas incertezas do nosso dia a dia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Quero aqueles amores confusos que me obrigam a escrever poemas que não entendo, a beber meus versos como se fossem água - mas são veneno, a rimar contra a maré, a berrar a favor de um porto seguro que não me deixa atracar...Quero aqueles amores confusos que tentam desesperadamente dizer que me amam, mas amar é delicado demais para ser dito no desespero. Pelo menos é&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;o que dizem, desesperados, os que nunca amaram.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-7325782986176288700?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/7325782986176288700/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=7325782986176288700' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7325782986176288700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7325782986176288700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2011/03/desesperadamente-amor.html' title='Desesperadamente Amor'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-1711671847808332148</id><published>2011-02-20T17:35:00.001-08:00</published><updated>2011-02-20T17:35:11.150-08:00</updated><title type='text'>Simplesmente Fascinante (parte II)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu te espero o tempo que for, não se apresse. Vamos viver o tempo que nos foi dado no seu devido tempo. Mas, enquanto esse tempo não chega, saiba que eu penso em você todos os dias – pode ter certeza. Para fazer o tempo passar mais rápido, eu até tentei te esboçar algumas vezes no papel, mas sua beleza é tamanha que qualquer tentativa de obra-prima seria um mero rascunho distante da realidade. E isso, cá entre nós, é fascinante – simplesmente fascinante. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;É uma honra estar com você, mesmo não estando junto. Te ver dobrar a esquina e terminar o seu dia longe do meu, dói um pouco, sabia? Te ver chegar pela manhã e saber que não tomamos café juntos, que não dormimos juntos, dói um pouco, sabia? Mas essa dor é confortada pela certeza que em algum momento da nossa eternidade seremos felizes e, principalmente, seremos juntos. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Não importa quando, onde, como, por que... Simplesmente seremos. Enquanto isso vou te preservando na minha poesia, nos meus sonhos, nas nossas conversas intermináveis, nas suas ausências obrigatórias, nos nossos encontros necessários e em qualquer estado de lucidez que me permita pensar. Não há pensar sem que você esteja presente. Pode ter certeza. Acho que a vida nos reserva sempre um pouco de inesperado. E isso, cá entre nós, é fascinante – você é simplesmente fascinante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-1711671847808332148?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/1711671847808332148/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=1711671847808332148' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/1711671847808332148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/1711671847808332148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2011/02/simplesmente-fascinante-parte-ii.html' title='Simplesmente Fascinante (parte II)'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-5120289525451113498</id><published>2011-02-20T17:21:00.001-08:00</published><updated>2011-02-20T17:21:56.566-08:00</updated><title type='text'>Simplesmente Fascinante (parte I)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu acredito no inesperado. Acho que a vida nos reserva sempre um pouco de inesperado. Nunca sabemos, após abrir os olhos pela manhã, o que nos espera ao longo do dia. E isso, cá entre nós, é fascinante – simplesmente fascinante. Nunca imaginei um dia estar aqui, no mesmo lugar, no mesmo momento, dividindo o mesmo ar, compartilhando ideias tão parecidas. Nunca imaginei acordar e saber que você vai estar me esperando com um sorriso encantador, um olhar discreto e brilhante. Um olhar de quem sente eternamente saudade. Saudade de algo que está acontecendo. Saudade de algo que vai acontecer. E isso, cá entre nós, é fascinante – simplesmente fascinante. Só queria que você soubesse que o que eu não falo claramente não é porque eu não sinto claramente. Se eu não falo é porque não tenho jeito, não sou tão delicado quanto gostaria de ser ou quanto você merece que eu seja. Mas pode ter certeza que eu sinto. É uma delícia te olhar e te ter, mesmo sem dizer nada. Só de estar por perto sei que estamos bem. E isso me basta. E, cá entre nós, é fascinante – simplesmente fascinante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-5120289525451113498?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/5120289525451113498/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=5120289525451113498' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5120289525451113498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5120289525451113498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2011/02/simplesmente-fascinante-parte-i.html' title='Simplesmente Fascinante (parte I)'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-2073536727940007651</id><published>2011-01-10T14:54:00.001-08:00</published><updated>2011-01-10T14:54:33.372-08:00</updated><title type='text'>Feitos de Ausências</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;Me alimento das suas ausências. E me acostumei a viver assim. Um dia, você não está. Outro, também não. Só não se esqueça de me abraçar, por um segundo sequer, quando a gente se esbarrar num desses sonhos confusos. Promete? Eu sei que você sonha também. Eu sei que você se alimenta das minhas ausências. Eu sei que você se acostumou a viver assim. Um dia, não estou. Outro, também não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 14px;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-2073536727940007651?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/2073536727940007651/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=2073536727940007651' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2073536727940007651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2073536727940007651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2011/01/feitos-de-ausencias.html' title='Feitos de Ausências'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-6356209413978878960</id><published>2010-12-26T04:51:00.001-08:00</published><updated>2010-12-26T04:51:29.461-08:00</updated><title type='text'>Tédio Vermelho (2005)</title><content type='html'>&lt;div style="color: #29303b; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #29303b; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #29303b; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 14px;"&gt;Meu coração vive de humores&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 14px;"&gt;.&amp;nbsp;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Sorri por um tempo ganho&lt;/span&gt;,&amp;nbsp;&lt;span class="apple-style-span"&gt;chora por outro perdido. Depois perde o rumo&lt;/span&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;span class="apple-style-span"&gt;começa então a viver de rumores.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Aí, ele ignora o tempo gasto&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="apple-style-span"&gt;com aquilo que traz desgosto. Pensa em parar de bater por um tempo&lt;/span&gt;,&amp;nbsp;&lt;span class="apple-style-span"&gt;mas logo se reanima e se dedica aos sabores&lt;/span&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;span class="apple-style-span"&gt;dissabores que a vida lhe reserva E dá sinal de melhoras&lt;/span&gt;.&amp;nbsp;&lt;span class="apple-style-span"&gt;E logo piora&lt;/span&gt;.&amp;nbsp;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Meu coração vive de pudores&lt;/span&gt;.&amp;nbsp;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Veste-se de corpo,&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;usa minha pele pra conforto e pede para o tempo um pouco menos de tempo&lt;/span&gt;.&amp;nbsp;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Ele não precisa de mais dias para saber que uma noite é capaz de mudar o tempo da batida do causador do meu tédio&lt;/span&gt;.&lt;span class="apple-style-span"&gt;Meu coração passa então a pensar em horrores&lt;/span&gt;.&amp;nbsp;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Revê em sonhos todos os seus temores&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;span class="apple-style-span"&gt;e vive à procura de amores&lt;/span&gt;.&amp;nbsp;&lt;span class="apple-style-span"&gt;Se decepciona e se alimenta de todas as dores, como foram todos os anteriores. E começa então a morrer, como tantos, de tumores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #29303b; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #29303b; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; line-height: 14px;"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-6356209413978878960?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/6356209413978878960/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=6356209413978878960' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6356209413978878960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6356209413978878960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2010/12/tedio-vermelho-2005.html' title='Tédio Vermelho (2005)'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-8536991489657407281</id><published>2010-12-22T10:54:00.000-08:00</published><updated>2010-12-22T10:55:34.753-08:00</updated><title type='text'>Overdose diária</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Não quero morrer de overdose, mas também não quero viver sem sua dose diária de vida. Quero desabar no seu mundo e me enfiar nos seus abraços sem pedir licença. Na ternura das suas pálpebras entre abertas - vivendo entre sonho e realidade, uma quase-vida - onde os amantes se fazem de cegos, as paixões se fazem de belas, os caixões se fingem de cheios e o nosso amor se enterra aos prantos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-8536991489657407281?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/8536991489657407281/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=8536991489657407281' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8536991489657407281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8536991489657407281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2010/12/blog-post.html' title='Overdose diária'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-5350096199241874862</id><published>2010-12-15T17:49:00.000-08:00</published><updated>2010-12-15T17:55:10.443-08:00</updated><title type='text'>Pálpebras (parte 1)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Seus olhos são a minha poesia, quando você acorda, ela desperta... E se vê sozinha diante da imensidão das coisas vãs que dominam nossos dias. Sabe, sempre tive medo de te perder. Não por você ser o motivo do meu despertar alegre. Não por você entender minhas lágrimas escritas como ninguém. Não por você saber exatamente o que dizer e não dizer quando tudo o que preciso ouvir é um&amp;nbsp;&lt;i&gt;eu te amo&lt;/i&gt;. Mas sim por conter tudo o que admiro e que nunca vou conseguir perder o fascínio. Seu amor é meu refúgio. É quase um Templo do qual contemplo noite e dia, dia e noite sem sentir passar o tempo. Mas não posso entrar. Sempre esqueço que amar é um obstáculo. Temos que superar o insuperável, imaginar o inimaginável, aceitar o inaceitável e nos contentar com a sensação tão desumana de abraçar a saudade com as mesmas mãos que afastam os nossos sonhos mais lindos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-5350096199241874862?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/5350096199241874862/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=5350096199241874862' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5350096199241874862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5350096199241874862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2010/12/palpebras-parte-1.html' title='Pálpebras (parte 1)'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-1178631618608511406</id><published>2010-10-25T17:40:00.000-07:00</published><updated>2010-10-25T17:42:15.686-07:00</updated><title type='text'>(In)cômodos</title><content type='html'>[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Na calçada, um &lt;i&gt;eu te amo&lt;/i&gt; em caixa alta. No ralo, um &lt;i&gt;quem sabe&lt;/i&gt; impreciso. No corrimão, manchas de um coração cortado. Perto da lixeira, um pouco de esperança. E no fundo do corredor vazio, meio empoeirado, ainda se podia ler que a vida, apesar de breve, é brava. E que os amantes, apesar de bravos, são breves. E que os sonhos, apesar de tantos, são únicos. E que os poemas, apenar de confusos, são meus. E que eu, apesar de tudo, sou seu. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-1178631618608511406?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/1178631618608511406/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=1178631618608511406' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/1178631618608511406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/1178631618608511406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2010/10/incomodos.html' title='(In)cômodos'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-8677816947316594629</id><published>2010-10-01T14:15:00.001-07:00</published><updated>2010-10-01T14:20:25.401-07:00</updated><title type='text'>No Meu Lar: o despertar do Mundo Eleitoral</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: 13px; line-height: 26px;"&gt;Ontem, pela primeira vez, resolvi assistir o debate dos candidatos à presidência. Ainda meio sonolento, liguei a TV. E me deparei com uma linda tela azul celestial, com estrelas brilhantes, nuvens branquinhas e um senhor de idade e ideias avançadas, reforçando que não se pode fazer nada sem “esquecer a nossa dívida externa”. Nesse exato momento, chequei meus pulsos, controlei minha respiração. Fui conferir se estava vivo.&amp;nbsp; Por um instante, tive a mesma sensação que o nosso amigo espiritual André Luiz teve ao chegar no Além, ao me deparar com criaturas assustadoras e sombrias num lugar totalmente desconhecido. E uma coisa eu posso garantir: as criaturas em Full-HD ficam bem mais assustadoras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt; line-height: 200%;"&gt;Graças a Deus, estou vivo. Posso assistir calmamente a cara de pau de alguns em alta definição e a irreverência, a fragilidade enganosa e o total despreparo político de outros. Enfim, os 4 espíritos estão ali, preparados para convencer qualquer mortal que seu governo será o melhor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt; line-height: 200%;"&gt;A &lt;b&gt;Dilma&lt;/b&gt; com um vestido rosa-salmão que parece ter sido escolhido a dedo pela figurinista de Guerra nas Estrelas. Deixando de lado o tradicional e característico vermelho. Juro que, num primeiro momento, achei que fosse defeito da imagem. Ainda tentei calibrar meu monitor. Mas, era verdade mesmo. Ela que passou praticamente quatro anos fantasiada de vermelho, agora estava na minha frente se debatendo de rosa-salmão. O vermelho parece ter saído de repente de moda. Coisas da política... Estranho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt; line-height: 200%;"&gt;O &lt;b&gt;Serra&lt;/b&gt;, um legítimo tucano de terno e gravata. Discurso de quem tem experiência e já passou por vários cargos do governo. Delicadeza na hora de abrir o bico e na escolha das palavras. Sabe usar o tempo que lhe é dado como poucos. Tem presença, uma certa elegância, fala bem, mas não diz nada. Olhando assim, apertando a tecla MUTE do controle remoto, ele até que tem cara de Presidente. Mas, segundo as pesquisas que ele se nega a gostar, ele vai ficar mesmo é com cara de Presidente que não será eleito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt; line-height: 200%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt; line-height: 200%;"&gt;A &lt;b&gt;Marina&lt;/b&gt; com sua vestimenta clássica – uma mistura de indiana, evangélica e dona de ONG – se mostra coerente. Tem um discurso universal. E, acreditem, não usa sua religião para conquistar votos. Ela, ao contrário de muitos crivellas da vida, consegue deixar Deus de lado no seu discurso. Não sei vocês, mas eu tenho medo de abraçar a Marina. Parece ser um ser tão frágil, prestes a quebrar a qualquer momento. Mas atenção: é uma fragilidade enganosa. Debaixo daquela roupa, existe uma guerreira. Ou melhor: uma surfista. Uma surfista ambiental que entrou na Onda Verde e espera que ela se transforme num Tsunami Eco-Ambiental para ter chances de disputar o Segundo Turno. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt; line-height: 200%;"&gt;O &lt;b&gt;Plínio&lt;/b&gt;. 60 anos de história política. Ele é fofo, simpático, tem umas tiradas sensacionais, ideias coerentes e um carisma de vovô de seriado norte-americano. Parece ter descido de outras vidas para nos passar uma mensagem de esperança pro futuro. Como ele mesmo diz, seu discurso é para os jovens e para o futuro. Infelizmente, nesse país, tudo o que é Jovem e é Futuro é deixado em outros planos. Ele é acima de tudo um mensageiro carismático que, apesar de sua bela e longa história política, ainda busca seu lugar ao P(sol). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt; line-height: 200%;"&gt;Em relação ao debate, nada de sobrenatural. Todos os políticos foram politicamente corretos. Ninguém ousou ousar. Falaram o óbvio e o básico. Resumindo: foi sonolento. O espírito de Plínio até tentou despertar em alguns momentos com sua irreverência nata. Mas, convenhamos, é bem mais fácil partir pro tudo ou nada quando não se tem nada a perder. Ele já entrou nesse debate sabendo que cumpriria apenas seu papel de participação especial, digo, espacial. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt; line-height: 200%;"&gt;Confesso que antes do quarto e último bloco de debate, o sono me elegeu para descansar. A atmosfera angelical daquele cenário de outro mundo não me despertava mais. O que se viu foi a mesmice, o medo do escorregão, da palavra errada, de falar bobagem. A sensação que eu tive é que era tudo a mesma coisa. O inferno de sempre. Portanto, espero que o(a) escolhido(a), caia na real e não espere baixar uma luz lá de cima para pôr em prática o que ele acredita ser melhor para o nosso país.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt; line-height: 200%;"&gt;Espero que todas as promessas, principalmente, no plano da Educação e da Saúde, sejam vistas com olhos deste mundo. Porque todas essas promessas – acreditem – não se psicografam. Elas devem partir de um plano real. De uma atitude real. De uma vontade real. De uma pessoa real. Espero sinceramente que ele(a) não venha com ideias de outro mundo, que não possam ser colocadas &lt;st1:personname productid="em pr￡ticas. Porque" w:st="on"&gt;em práticas. Porque&lt;/st1:personname&gt; não é isso que o povo quer. Um povo, apesar das suas crenças, vive de realidade. E uma coisa eu garanto: não precisa ser médium para mudar o nosso futuro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 10pt; line-height: 200%;"&gt;Portanto, se você quer que a mesmice reencarne...Tudo bem, o país é seu também. O Brasil é nosso lar.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-8677816947316594629?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/8677816947316594629/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=8677816947316594629' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8677816947316594629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8677816947316594629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2010/10/no-meu-lar-o-despertar-do-mundo.html' title='No Meu Lar: o despertar do Mundo Eleitoral'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-3664285564949193955</id><published>2010-02-16T14:08:00.000-08:00</published><updated>2010-02-16T14:11:38.323-08:00</updated><title type='text'>A casa dos meus sonhos</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A casa dos meus sonhos não precisa ter teto alto, não precisa ser grande. Basta caber o que eu preciso: a sua paz, o meu respeito. Não quero um jardim que não acaba mais, se tiver um lugar pra gente tomar café da manhã, pra mim, já basta. E, claro, um cachorro pra lembrar que somos humanos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=" line-height: 21px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-3664285564949193955?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/3664285564949193955/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=3664285564949193955' title='14 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3664285564949193955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3664285564949193955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2010/02/casa-dos-meus-sonhos.html' title='A casa dos meus sonhos'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-3429295685915546609</id><published>2009-12-28T12:59:00.001-08:00</published><updated>2009-12-29T14:32:28.167-08:00</updated><title type='text'>Paraíso Ilusório</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Eu queria mesmo poder viver da minha loucura e sobreviver das minhas paixões. Achar um amor perdido e encaminhá-lo de mãos dadas para as portas ainda fechadas do paraíso ilusório. Pedir para que alguém as abra, e fazer de tudo para que ele consiga entrar. Eu não tenho vontade de entrar no paraíso. Não quero que minha vida se torne um inferno.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Georgia, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-3429295685915546609?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/3429295685915546609/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=3429295685915546609' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3429295685915546609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3429295685915546609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2009/12/blog-post.html' title='Paraíso Ilusório'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-3305899717059610743</id><published>2009-12-18T06:10:00.000-08:00</published><updated>2009-12-18T06:13:02.790-08:00</updated><title type='text'>Efeito você</title><content type='html'>[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tento me enganar. Não pensar em você me soa impossível. É como não pensar na vida. É morrer. Você é minha cura. A cura que eu procuro para evitar a secura que é viver sem um grande amor. Você é minha cura.  A cura que eu procuro para ouvir a doçura da sua fala pausada, quando diz que me ama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-3305899717059610743?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/3305899717059610743/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=3305899717059610743' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3305899717059610743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3305899717059610743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2009/12/efeito-voce.html' title='Efeito você'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-3056758982219400127</id><published>2009-11-20T14:05:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T05:13:57.858-08:00</updated><title type='text'>Um oceano de Saudade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sentado numa pedra em frente ao mar revolto, observo as ondas imensas que agridem as pequenas rochas do litoral. O vento corta meu rosto, bagunça meus cabelos e trilha novos caminhos para as minhas lágrimas. Não vejo ninguém por perto. Não vejo ninguém ao longe. Só quem me acompanha é o mar. Só quem me ouve é o mar. Só quem me responde é o mar. Aquele mar infinito que me afasta e me aproxima do meu passado com a mesma facilidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; Olho para o horizonte. Sempre quis tocar o horizonte. Sempre achei que o mundo fosse melhor por lá. Ele parece distante e inalcançável, assim como você. Eu achava que num piscar de olhos, você estaria ali: me esperando de braços abertos e com palavras bonitas. Aquelas mesmas palavras que eu ouvia quando era pequeno. Você dizia que eu seria forte como uma rocha e imponente como o mar. Você dizia que eu seria grande como as ondas e resistente como as pedras. Meu único desejo agora é mergulhar nessa imensidão azul e procurar a sua&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;companhia nessas profundezas estranhas e desconhecidas.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; Estou só. Eu e minhas velhas poesias. Poesias que falam de um tempo que não volta mais. Poesias de um tempo vivido e, agora, distante. Poesias entupidas de versos que carregam o peso do passado, o peso da memória, o peso da lembrança, o peso da infância que ficou para trás, o peso da saudade. Estou só. Eu e minhas fotografias antigas. Elas também trazem o cheiro do passado, o cheiro da memória, o cheiro da lembrança, o cheiro da infância que ficou para trás, o cheiro da saudade. Em uma delas, me vejo pequeno, sem lágrimas, vestindo uma roupa esquisita, colorida. Naquele tempo tudo parecia uma fotografia antiga. Não sei por que, mas a Saudade pra mim sempre foi um sentimento em preto e branco. É como se as cores daquele tempo também tivessem envelhecido com o passar dos anos.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; Lembro que não faz muito tempo, eu ainda corria pelas ruas, rindo por tudo, rindo por nada, rindo apenas. Tinha uma vida e uma avenida inteira pela frente. Eu era livre para ser livre. Não tinha muros para me impedir. Não existiam grades para me prender. Não havia mãos para me segurar. Eu fingia ser um avião, meus braços eram minhas asas. Meus pés faziam o papel do acelerador e corriam rápido, muito rápido, como querendo alcançar imediatamente o outro lado do mundo, um amor efêmero, um sorriso curto, um gesto impensado. Meus pés sabiam que as coisas eram vãs, por isso não podiam perder tempo. Minha casa era o aeroporto, onde todos que me amavam me esperavam. Eu apenas fingia voar. Toda criança sonha &lt;st1:personname productid="em voar. Eu" st="on"&gt;em voar. Eu&lt;/st1:personname&gt; não era diferente.&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: 0.9pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não sei quantas horas se passaram. Não sei quantos dias eu perdi... Mas eu continuo sentado na mesma pedra, olhando para o mesmo mar que agride com a mesma força as mesmas pequenas rochas desse mesmo litoral, relembrando o tempo que passou voando. Estou mais calmo. Mas a saudade continua. Minhas poesias parecem estar mais nítidas. Mas a saudade continua. Minhas fotografias parecem mais coloridas. Mas a saudade continua. E não é saudade dos amores que ficaram pelo caminho, da comida que já foi digerida, do poema que não foi escrito, da fotografia que não foi tirada... Sinto saudade desse mar infinito que leva e traz as minhas memórias como se estivesse ninando um filho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ah! Como eu queria poder fingir voar novamente, como quando eu era criança. Abrir meus braços e correr, acelerar e pousar no mesmo aeroporto, tendo a certeza que todos aqueles que me amam ainda me esperam de braços abertos e com palavras bonitas. Lembra? Você dizia que eu seria forte como uma rocha e imponente como o mar. Lembra? Você dizia que eu seria grande como as ondas e resistente como as pedras. Hoje estou um pouco maior, um pouco mais velho, mas ainda guardo em mim aquele desejo inocente de mergulhar &lt;span style="color:black;"&gt;nessa imensidão azul e procurar a sua&lt;b style=""&gt; &lt;/b&gt;companhia nessas profundezas estranhas e desconhecidas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-3056758982219400127?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/3056758982219400127/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=3056758982219400127' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3056758982219400127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3056758982219400127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2009/11/um-oceano-de-saudade.html' title='Um oceano de Saudade'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-8434501127474852664</id><published>2009-06-20T15:29:00.000-07:00</published><updated>2009-06-20T15:30:47.029-07:00</updated><title type='text'>Vivendo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sei que você sentiu falta. Talvez não de mim, mas sentiu. Eu sei que você sentiu falta. Talvez você não diga, mas eu sei que sentiu. Eu sinto que você sentiu. Você nunca foi de admitir ou revelar os seus mais puros sentimentos. Talvez por medo de não saber colocá-los do coração pra fora. Talvez por não saber dizê-los da boca pra fora.Talvez por preservação. Quer saber? Você tem razão. Um sentimento preservado preserva a pureza e vale bem mais do que se pode imaginar. Por falar em imaginar, eu andei imaginando como seria o mundo se não a tivesse conhecido. Se não tivesse você andando ao meu lado, dobrando as mesmas esquinas, bebendo nos mesmos bares, comendo na mesma mesa, brigando nas mesmas brigas, deitando nas mesma cama, sorrindo em bocas diferentes, mas pelo mesmo motivo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Senti que você não queria conversar. Mas mesmo assim falei. Contei como foi o Tempo sem você. Contei como foi levantar sem te ver. Contei que vi filmes, visitei museus, passeei por caminhos vazios, encontrei desconhecidos – que permanecerem desconhecidos. Desconversei com pessoas inúteis, me entreguei pra sentimentos desnecessários, desvirginei paixões efêmeras, me encantei com situações perversas, questionei religiões diversas, tropecei em covas abertas, condenei inocentes, perdoei culpados, enganei meus princípios, mas aceitei as conseqüências.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-8434501127474852664?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/8434501127474852664/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=8434501127474852664' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8434501127474852664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8434501127474852664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2009/06/vivendo.html' title='Vivendo'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-6366052092598729917</id><published>2009-06-10T13:00:00.000-07:00</published><updated>2009-06-10T13:08:28.197-07:00</updated><title type='text'>Sonhando na chuva</title><content type='html'>[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A chuva cai friamente sobre o asfalto ainda quente. Não sei quanto tempo vai durar, não sei quantas pessoas, quantos cães, ratos, gatos, vão se molhar. Fico imaginando você saltitando pelos becos, dançando com a própria sombra. Cantarolando músicas que não existem, imaginando amores que não insistem, derrubando paixões que persistem... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E na calçada distante, teu sonho te espera, paciente. Enquanto eu te admiro como se você fosse o sonho, não ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-6366052092598729917?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/6366052092598729917/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=6366052092598729917' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6366052092598729917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6366052092598729917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2009/06/sonhando-na-chuva.html' title='Sonhando na chuva'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-6502104547338148766</id><published>2009-03-31T07:40:00.000-07:00</published><updated>2009-03-31T07:42:15.415-07:00</updated><title type='text'>O amor no tempo da crise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Toda crise se torna pequena e distante quando se tem, ao lado, um grande amor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;É amor, parece que a crise também afetou o nosso amor. Até nas palavras economizamos. Não falamos mais bom-dia nem boa-tarde e o boa-noite agora só é dito por falta do que dizer antes de dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdemos o hábito de ganhar uns minutos a mais com os afagos diários – tão necessários. O café da manhã foi esquecido. O chá da tarde foi deixado de lado. A troca de olhares está menor e o toque está cada vez mais distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É amor, parece que a crise também afetou o nosso amor. Reduzimos os gastos, os gestos, os afagos, os apelos. Cortamos pela metade os elogios, as ofensas, os segredos, as conversas telefônicas, as carícias virtuais e não usamos mais códigos, só nossos, para dizer um pro outro o que só nós entendemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajustamos alguns valores. Questionamos o quanto custa ser feliz. Pagamos as últimas contas não-pagas. Apagamos as luzes. Fizemos pequenos cálculos e vimos que é impossível viver sem um grande amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-6502104547338148766?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/6502104547338148766/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=6502104547338148766' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6502104547338148766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6502104547338148766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2009/03/o-amor-no-tempo-da-crise.html' title='O amor no tempo da crise'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-4470985355646708317</id><published>2009-03-27T13:04:00.000-07:00</published><updated>2009-03-27T13:11:23.195-07:00</updated><title type='text'>Amostras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero conservar o medo de te perder. É justamente ele que me mantém seguro sobre o que sinto por você. Um sentimento puro, transparente, que deixa à mostra: sangue, lágrima, dor e uma enorme vontade de te ver. Um sentimento puro, transparente, que deixa à mostra: risos, sorrisos, gargalhadas e uma imensa vontade te continuar te vendo. Um sentimento que deixa amostras de como tudo vale a pena. Que deixa amostras de dias bons, sonhos bons, sonos longos e bons sons. Um sentimento que deixa amostras de um tempo feliz, um tempo de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero preservar a perdição que é ter medo de te perder. É justamente ela que contém meus impulsos. Prende meus absurdos. Amarra minhas intenções e impede que minha loucura alcance o ponto de equilíbrio dos seus desequilíbrios. Às vezes me assusto, não por medo, mas por não entender e não saber como agir. Mas não posso deixar de me assustar, não posso perder esse medo. É ele que faz querer te entender e, por conseqüência, me entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não houvesse esse medo, não haveria você. Se não houvesse você, não haveria sentido. Se não houvesse sentido, porque eu sentiria medo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-4470985355646708317?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/4470985355646708317/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=4470985355646708317' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4470985355646708317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4470985355646708317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2009/03/amostras.html' title='Amostras'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-619839371763927017</id><published>2009-03-23T19:39:00.000-07:00</published><updated>2009-03-23T19:40:12.406-07:00</updated><title type='text'>A (re)volta da sua ida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas suas intermináveis idas, eu tentava ocupar o espaço que você deixava com poemas densos, músicas infinitas e livros sem fim. Mas tudo era um pouco em vão. Tentar te esquecer era quase impossível. Sempre achei mais fácil tentar esquecer que tento te esquecer do que tentar te esquecer. A vida me deu a certeza que não ter você é te ter de outra forma. Não ter você é te pensar. E quando te penso, te vejo presente. Te vejo aqui. E nesses pensamentos acabo enxergando você de tantas formas, com tantos conteúdos, com tantos absurdos, com tantas vestimentas, com tantos sentimentos, com tantas alegrias. Contanto, eu não lembro o tanto que eu já chorei esperando um sinal de vida, mesmo que seja só pra me avisar que você morreu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ontem, por exemplo, e por costume, vi os seus olhos marejados e chorei. Não chorei apenas porque via tristeza no seu olhar. Chorei porque a sua alegria teimava em querer escapar das suas mãos, da sua pele, dos seus cabelos, do seu corpo – como se você não tivesse o direito de ter, também, pequenas doses diárias de felicidade momentânea. É raro ver um sorriso compartilhar a mesma lágrima com o choro. Eles se entendem, mas é um entendimento que quem chora ou ri não entende. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Suas lágrimas são misturas. Misturam o tempo que passou com o tempo que não existe, misturam os dias que você dormiu com as noites que não acordou, misturam passeios, anseios, sonhos, paixões antigas, amores futuros, vômitos, melodias inconscientes, loucuras conscientes, tropeços, poemas e, tenho certeza, que elas guardam um pouco de mim. Sempre fui de alguma forma, causador dessa sua dor. Não entenda “dor” por mal, amor. A dor que me refiro é a dor necessária dos amantes. É aquela dor que quem ama sabe que não tem a pretensão de destruir. É aquela dor que quem ama sabe que não vem pra derrubar. É aquela dor que [...] você sabe, amor. Você sabe que eu quero me derreter e dividir as suas alegrias e as suas tristezas. Todas elas. Você sabe que hoje, eu vou dormir um pouco mais feliz, ou triste, porque, pelo visto, suas intermináveis idas terminaram. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-619839371763927017?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/619839371763927017/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=619839371763927017' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/619839371763927017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/619839371763927017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2009/03/revolta-da-sua-ida.html' title='A (re)volta da sua ida'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-7810979178938750097</id><published>2009-01-26T08:31:00.000-08:00</published><updated>2009-01-26T08:36:16.045-08:00</updated><title type='text'>Lágrimas alegres</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enquanto eu amava, ela derramava.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bêbada de sono e de saudade. É assim que ela chegava em casa todas as noites desde que a conheci. Contava sobre seu dia e as horas que ficava acordada tentando dormir, desperdiçando o sonho bom que poderia ter vindo depois desse dia ruim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela ainda não sabia exatamente como distinguir a dor que sentia do amor que queria. Mas, por incrível que pareça, era feliz. Feliz a ponto de chorar. Feliz a ponto de não querer sorrir. E guardava todas as lágrimas num frasco transparente, antigo, um pouco quebrado e sujo que chamava Alegria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu, alegre, a amava. E eu, bobo, a amava. E eu, contente, a amava. E eu, descontente, a amava. E eu, obediente, a amava. E eu, compulsivo, a amava. E eu, ausente, a amava. E eu, distante, a amava. E eu, grudado, a amava. E eu, amedrontado, a amava. E eu, vazio, a amava. E eu, completamente, a amava. E eu, simplesmente, a amava. Sem adjetivos, objetivos, sem conceitos, preconceitos, sem crenças, promessas. Eu, simplesmente, a amava. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ela, bêbada de sono e de saudade, derramava a alegria pelo chão, pelo teto, pelas paredes, pela pele, por mim, sem enxergar que o que se derrama sobre um amor efêmero não dói porque foi vivido, mas dói porque não foi eterno. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-7810979178938750097?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/7810979178938750097/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=7810979178938750097' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7810979178938750097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7810979178938750097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2009/01/lgrimas-alegres.html' title='Lágrimas alegres'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-5232722018496771867</id><published>2009-01-13T07:49:00.000-08:00</published><updated>2009-01-13T07:58:37.995-08:00</updated><title type='text'>Fato consumado por um amor consumido</title><content type='html'>[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era domingo, sétimo dia da semana, um pouco antes das oito e meia da noite do nono mês de um ano qualquer: Um primeiro amor sem segundas intenções foi consumado sem terceiros, num quarto de um conhecido por um casal desconhecido . Os dois estavam há quase três horas e trinta minutos deitados como se fossem um. Ele aparentava ter menos de vinte e poucos anos. Um quinto de segundo bastou para que os seus seis sentidos perdessem os sentidos. Ela não tinha menos de trinta e se abria num ângulo de não sei quantos graus e era consumida por não sei quantos centímetros e gozava múltiplas vezes por não sei quantas horas; enquanto, lá fora, a noite inteira parecia ter se passado em apenas um segundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É domingo, sétimo dia da mesma semana, um pouco depois das oito e meia da noite do nono mês do mesmo ano: aquele mesmo primeiro amor sem segundas intenções foi consumido pela minha imaginação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-5232722018496771867?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/5232722018496771867/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=5232722018496771867' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5232722018496771867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5232722018496771867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2009/01/fato-consumado-por-um-amor-consumido.html' title='Fato consumado por um amor consumido'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-4935192794964227346</id><published>2009-01-05T10:53:00.000-08:00</published><updated>2009-01-05T11:05:45.402-08:00</updated><title type='text'>A importância do que resta de nós</title><content type='html'>[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amor. O amor parece incapaz de entender que tudo o que a gente diz ou não diz tem a mesma importância. Eu me importo com seu sono, com seus sonhos, com seus mimos, seus ataques, suas defesas. Eu me importo com o seu cigarro - aquele que você adora fumar brevemente quando chega de mais um longo dia de trabalho. Eu me importo com sua falta do que falar e com o seu excesso do que fazer, mas faço questão de não te fazer perguntas, justamente para não te fazer falar o que você não quer dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me importo com seus dias, suas noites, e as madrugadas que eu sei que você não consegue dormir, e me faz acordar. E assim ficamos de acordo, acordados, observando a mudança de cor do dia, da noite; vendo esse alaranjado pintar o céu por inteiro com suas cores preferidas, melancólicas, com pitadas de esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor. É um prazer acordar ao seu lado e saber que o resto do mundo, assim como o que resta de nós, não tem mais tanta importância já que a incapacidade de amar está imensamente associada ao desespero de perder um grande amor. E eu tenho certeza absoluta que nunca vou te perder, pelo menos não agora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-4935192794964227346?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/4935192794964227346/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=4935192794964227346' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4935192794964227346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4935192794964227346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2009/01/importncia-do-que-resta-de-ns.html' title='A importância do que resta de nós'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-7790077703745043502</id><published>2008-11-17T09:30:00.000-08:00</published><updated>2008-11-17T09:32:26.173-08:00</updated><title type='text'>Sintomas "Te amo"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Febre alta. Vontade de te esquecer.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quero me apossar dos teus sintomas de mau humor: o café gelado, a boca fechada, as sobrancelhas desenhando um V no seu rosto, quase com raiva. Quero me apossar das tuas roupas, poucas. Dos teus sapatos pequenos. Das tuas malas prontas, querendo partir. Das duas horas antes de te conhecer. Dos dois segundos depois de te perder. Quero me apossar da sua voz rouca dizendo que me ama a qualquer hora da manhã. Quero me apossar dos teus segredos mais íntimos - aqueles que te deixam desnuda. Quero me apossar dos teus medos mais óbvios - aqueles que te deixam muda. E essa ausência de palavras me pede para parar de te desvendar. Mas eu não consigo ser mais forte que a doença que se apossa de mim. Desculpa amor, não consigo me desfazer desses sintomas. Sinto, mas te amo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A febre baixou e a vontade de te esquecer também passou.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-7790077703745043502?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/7790077703745043502/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=7790077703745043502' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7790077703745043502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7790077703745043502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/11/sintomas-te-amo.html' title='Sintomas &quot;Te amo&quot;'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-102125556837965607</id><published>2008-11-17T05:47:00.000-08:00</published><updated>2008-11-17T05:48:50.819-08:00</updated><title type='text'>O tempo em que você nasceu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;1947 poderia ser o ano da independência da Índia. Poderia ser o ano onde a Assembléia Geral das Nações Unidas votou a divisão da Palestina entre Árabes e Judeus. Poderia ser o ano de fundação do Fundo Monetário Internacional. 1947 poderia ser o ano onde ocorreu a primeira quebra da barreira do som. Poderia ser o ano de criação da câmera Polaroid. Poderia ser o ano da criação da arma AK-47. Poderia ser o ano em que o Presidente Truman, em um dramático discurso ao seu congresso anuncia a Doutrina Truman e é iniciada a Guerra Fria. Mas não. 1947 foi o ano do meu pai.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pai, você ainda lembra o dia que você nasceu? Naquele tempo em que você ainda dependia dos seus pais para andar, comer e começar a falar. Mas, rapidamente você cresceu e aprendeu a fazer as coisas sozinho. Os cabelos foram mudando de cor, as mãos ficaram maiores, os medos chegaram. E os primeiros amores também. Os amores de infância, aqueles amores inocentes que não machucam, não mordem. Os chamados pequenos amores. Pequenos não por não terem importância. Pequenos por serem os primeiros e pelo pouco tempo que duram. Eles não passam de alguns dias, alguns olhares. Passam rapidamente. Assim como o Tempo. Assim como a Vida. Assim como o ano em que você nasceu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naquele tempo o mundo parecia uma fotografia antiga, né? Preto e branco. Sem violência. As grandes guerras tinham acabado de terminar e a paz parecia, enfim, reinar. Infelizmente tudo passa. As guerras passaram. A paz já passou diversas vezes. E você também não parou no tempo. Continuou crescendo. Conquistou a sua independência. Foi em busca dos teus sonhos. Seguiu tuas escolhas. Escolheu seus caminhos. aceitou os desafios. Riu muito. Chorou bastante. É só assim que se aprende a viver. O grande motivo da vida é que estamos sempre aprendendo a viver. Por isso dizem que ela é infinita. Assim como são infinitas as decepções, as alegrias, as responsabilidades, as necessidades, as pequenas paixões, os grandes amores, as quedas, as ascensões.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pai, o Tempo passa rápido, não é? Ontem você nem tinha emprego, hoje você está quase se aposentando. Ontem você não tinha filhos, hoje você já tem um neto. Ontem você não sabia falar, hoje já tem discursos espalhados pelos quatro cantos do mundo. Pai, hoje pelos seus cabelos cinzas, vejo que a vida continua passando depressa. Ontem eu cabia no seu colo, hoje já quase não caibo mais no seu abraço. E são essas pequenas lembranças do tempo em que você nasceu que trazem as maiores recordações que a vida, infinita, pode nos proporcionar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parabéns. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-102125556837965607?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/102125556837965607/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=102125556837965607' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/102125556837965607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/102125556837965607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/11/o-tempo-em-que-voc-nasceu.html' title='O tempo em que você nasceu'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-4331729880898413345</id><published>2008-11-13T10:12:00.000-08:00</published><updated>2008-11-13T10:14:38.143-08:00</updated><title type='text'>Um poema para dois amantes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você mergulha nos meus braços procurando um lugar seguro&lt;br /&gt;Olha pro céu sem pestanejar&lt;br /&gt;Balbucia palavras que não entendo&lt;br /&gt;E, desatenta, tenta dizer que me ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me jogo num precipício buscando seguir o seu mergulho&lt;br /&gt;Olho pro chão, me enterro&lt;br /&gt;Me vicio em você&lt;br /&gt;E, desatento, tento dizer o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-4331729880898413345?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/4331729880898413345/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=4331729880898413345' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4331729880898413345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4331729880898413345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/11/um-poema-para-dois-amantes.html' title='Um poema para dois amantes'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-356968785105375701</id><published>2008-10-11T15:29:00.000-07:00</published><updated>2008-10-11T15:31:22.872-07:00</updated><title type='text'>A grandeza das pequenas paixões</title><content type='html'>[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sei que nunca fomos grandes. Sei que nunca tivemos grandes amores. Nosso destino sempre nos obrigou a enfrentar pequenas paixões. Aquelas que nos rasgam por dentro, nos derrubam em abismos incertos, nos destroem em segundos precisos, nos engolem com vontade absurda, nos maltratam com imensas mãos calejadas, mas continuam pequenas. As paixões são sempre pequenas. Sou obrigado a deduzir o quanto somos fracos, nós humanos, nós que amamos. Até as pequenas paixões nos reviram ao avesso e nos fazem perder dias, noites, tempos, prazeres, amores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-356968785105375701?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/356968785105375701/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=356968785105375701' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/356968785105375701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/356968785105375701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/10/grandeza-das-pequenas-paixes.html' title='A grandeza das pequenas paixões'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-7038675245284305616</id><published>2008-08-23T15:03:00.000-07:00</published><updated>2008-08-23T15:04:58.511-07:00</updated><title type='text'>Contraluz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra a luz, contra Deus e o mundo as sombras vão se multiplicando e se unindo como se fossem reflexos de corpos existentes, mas não existem. Apenas se refletem contra a luz.Contra a luz, contra Eu e o tudo as sombras vão se dividindo e se despedaçando como se fossem Deus, como se fossem o mundo, como se fossem eu, como se fossem tudo, como se fossem fugir, mas não fogem. Apenas se afastam com a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-7038675245284305616?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/7038675245284305616/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=7038675245284305616' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7038675245284305616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7038675245284305616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/08/contraluz.html' title='Contraluz'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-1086984827890249451</id><published>2008-08-14T14:48:00.000-07:00</published><updated>2008-08-15T14:40:13.491-07:00</updated><title type='text'>Ao meu futuro</title><content type='html'>[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Senti que você não queria conversar. Mas mesmo assim falei. Contei como foi o Tempo sem você. Contei como foi levantar sem te ver. Contei que vi filmes, visitei museus, passeei por caminhos vazios, encontrei desconhecidos – que permanecerem desconhecidos. Desconversei com pessoas inúteis, me entreguei pra sentimentos desnecessários, desvirginei paixões efêmeras, me encantei com situações perversas, questionei religiões diversas, tropecei em covas abertas, condenei inocentes, perdoei culpados, enganei meus princípios e aceitei,  inconseqüente como sempre, as conseqüências que nunca vieram.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-1086984827890249451?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/1086984827890249451/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=1086984827890249451' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/1086984827890249451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/1086984827890249451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/08/ao-meu-futuro.html' title='Ao meu futuro'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-125112680971755835</id><published>2008-07-02T13:22:00.000-07:00</published><updated>2008-07-02T13:36:42.442-07:00</updated><title type='text'>O único erro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de vê-la partir de vez, tentei preservá-la, mais uma vez, como se você fosse única. Esse talvez tenha sido meu único erro. Não se preserva uma raridade. As raridades se preservam por si só. Portanto amor: preserve-se. Portanto amor: mantenha-se única e me deixe arrependido nesses sonhos múltiplos que sonho nos meus diversos sonos - sonos, esses, causados por esse único erro que cometi unicamente por tanto amar. Ou melhor: unicamente por tanto te amar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto amor: regresse. Por tanto amor, amor, regresse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-125112680971755835?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/125112680971755835/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=125112680971755835' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/125112680971755835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/125112680971755835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/07/o-nico-erro.html' title='O único erro'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-4166465810183001527</id><published>2008-06-19T14:36:00.000-07:00</published><updated>2008-06-19T14:38:05.279-07:00</updated><title type='text'>Predestinado a não ter destino</title><content type='html'>[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu queria mesmo poder viver da minha loucura e sobreviver das minhas paixões. Achar um amor perdido e encaminhá-lo de mãos dadas para as portas ainda fechadas do paraíso ilusório. Pedir para que alguém as abra, e fazer de tudo para que ela consiga entrar. Eu não tenho vontade de entrar no paraíso. Não quero que minha vida se torne um inferno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-4166465810183001527?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/4166465810183001527/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=4166465810183001527' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4166465810183001527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4166465810183001527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/06/predestinado-no-ter-destino.html' title='Predestinado a não ter destino'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-82170042081140589</id><published>2008-06-08T18:33:00.000-07:00</published><updated>2008-06-08T18:34:13.741-07:00</updated><title type='text'>[Ir]real companhia</title><content type='html'>[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dia meus sonhos vão morrer. Um dia sua morte vai sonhar. Eu só espero que nesse dia você esteja bem viva para admirar e acompanhar a minha morte solitária - já que não posso viver em sua [ir]real companhia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-82170042081140589?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/82170042081140589/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=82170042081140589' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/82170042081140589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/82170042081140589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/06/irreal-companhia.html' title='[Ir]real companhia'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-8566116103619306683</id><published>2008-06-07T05:10:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T05:11:24.317-07:00</updated><title type='text'>Pequenas aspas</title><content type='html'>[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O silêncio que se fez representa, calado, a falta que você me faz. E o que mais me mata é que “você” não faz nada para mudar esse “triste” fim. Coloco a tristeza entre aspas porque é o sentimento mais variável que eu conheço. Coloco “você” entre aspas porque é a pessoa mais inconstante que eu desconheço.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-8566116103619306683?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/8566116103619306683/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=8566116103619306683' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8566116103619306683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8566116103619306683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/06/pequenas-aspas.html' title='Pequenas aspas'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-7085219985210390587</id><published>2008-06-04T07:00:00.000-07:00</published><updated>2008-06-04T07:03:27.072-07:00</updated><title type='text'>[Re]morte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se enfiou nos meus maços como se quisesse ser fumada por mim. Ela desabou nos meus braços como se quisesse nascer de novo. Ela se escondeu nos meus sonhos fracos para me dar força para sonhá-la melhor - mas eu não quero sonhá-la, nem nascê-la, nem vivê-la, quero morrê-la, quero morrê-la, quero morrê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-7085219985210390587?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/7085219985210390587/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=7085219985210390587' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7085219985210390587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7085219985210390587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/06/remorte.html' title='[Re]morte'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-5068934694792904203</id><published>2008-05-30T13:32:00.001-07:00</published><updated>2008-05-30T13:32:38.791-07:00</updated><title type='text'>Autópsia de um poeta</title><content type='html'>[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não satisfeito com a minha morte. Fui buscar as causas. Abri meu peito poeticamente para descobrir quem eu sou sem me machucar. Machuquei a poesia sem descobrir quem eu sou e fechei-me. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-5068934694792904203?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/5068934694792904203/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=5068934694792904203' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5068934694792904203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5068934694792904203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/05/autpsia-de-um-poeta.html' title='Autópsia de um poeta'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-4251552877028601822</id><published>2008-05-25T16:07:00.000-07:00</published><updated>2008-05-25T16:13:58.947-07:00</updated><title type='text'>Um mar de olhos [ parte 2 ]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pela profundeza dos teus segredos posso imaginar a loucura das tuas paixões. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero (me) quebrar como uma pequena onda. Quero aparecer sem causar estragos, mas aparecer. Quero surgir sem deixar vestígios, mas surgir.&lt;br /&gt;Acariciar seu litoral e sumir delicadamente pelas areias pisadas pelos pés desconhecidos daqueles que te maltratam pouco a pouco e ousam te chamar de amor sem mesmo te conhecer por inteira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-4251552877028601822?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/4251552877028601822/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=4251552877028601822' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4251552877028601822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4251552877028601822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/05/um-mar-de-olhos-parte-2.html' title='Um mar de olhos [ parte 2 ]'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-4662447540279404647</id><published>2008-05-19T06:54:00.000-07:00</published><updated>2008-05-19T06:59:30.091-07:00</updated><title type='text'>O silêncio incompreendido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela trouxe o silêncio e alguns cigarros. Trouxe também aquele sorriso de canto e contou algumas histórias engraçadas. Pediu para que eu esboçasse um gesto de entendimento, mas eu não entendia nada. Trouxe os meus filhos, as minhas contas, os meus contos ainda não escritos e escreveu no espelho, em vermelho, que me amava. Mas quem ama não escreve em vermelho. Vermelho é a cor da paixão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contemplou o céu do meu quarto e levou tudo embora – como se eu já não soubesse que tudo o que ela trazia durante o dia já estivesse predestinado a partir antes de anoitecer. Pensou em dizer várias coisas, mas não disse nada. Ela sempre preferiu não dizer a ter que se explicar. E eu a entendo. Costumo dizer que não-dizer é falar calado. É o momento onde todos os pensamentos e todos os absurdos passam em fração de segundos em nós - como aqueles amores antigos do tempo em que ainda se amava em preto e branco e os amantes ainda podiam apreciar um verdadeiro final feliz (sem chorar).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-4662447540279404647?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/4662447540279404647/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=4662447540279404647' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4662447540279404647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4662447540279404647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/05/o-silncio-incompreendido.html' title='O silêncio incompreendido'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-5387129455737063554</id><published>2008-05-14T14:35:00.000-07:00</published><updated>2008-05-14T14:36:27.803-07:00</updated><title type='text'>Um mar de olhos [ parte I ]</title><content type='html'>[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela correnteza dos teus olhos marejados&lt;br /&gt;Tento me aproximar do porto mais distante do teu.&lt;br /&gt;Não quero ancorar – só passei para te levar...&lt;br /&gt;Mas você não quis se deixar levar&lt;br /&gt;E eu me deixei naufragar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-5387129455737063554?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/5387129455737063554/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=5387129455737063554' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5387129455737063554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5387129455737063554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/05/um-mar-de-olhos-parte-i.html' title='Um mar de olhos [ parte I ]'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-5036214723567490938</id><published>2008-05-11T19:11:00.001-07:00</published><updated>2008-05-12T07:56:52.491-07:00</updated><title type='text'>Amores mal-resolvidos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dos meus amores mal-resolvidos guardo boas lembranças e algumas cartas inacabadas. Guardo desenhos confusos e algumas velhas notícias. Guardo também muitas noites mal-dormidas e uma ou outra manhã mal-acordada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dos meus amores mal-resolvidos guardo todos os cigarros que eu nunca quis fumar e todas as palavras que preferi não mencionar. Guardo os poemas nublados assim como o céu incompreendido. Guardo também pequenas fobias e grandes oportunidades perdidas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dos meus amores mal-resolvidos guardo a melancolia de uma manhã chuvosa de Domingo e a raiva de uma tarde ensolarada de Segunda. Guardo as roupas, os cheiros, os hábitos e um bocado de boas risadas. Mas não quero rir agora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dos meus amores mal-resolvidos guardo quase tudo menos mágoas porque sei que são eles que me guardam dia e noite e me aguardam noite e dia como se, um dia ou uma noite qualquer, eu fosse tentar resolvê-los.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-5036214723567490938?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/5036214723567490938/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=5036214723567490938' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5036214723567490938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5036214723567490938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/05/amores-mal-resolvidos.html' title='Amores mal-resolvidos'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-6575948197459540384</id><published>2008-05-01T21:41:00.000-07:00</published><updated>2008-05-01T22:18:11.696-07:00</updated><title type='text'>O corpo cala</title><content type='html'>[...]&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu interpretei sua distração como sendo excesso de sentidos se comunicando ao mesmo tempo. Seu olhar viajante me dizia eu te amo, suas pernas entortadas me diziam não se vá, suas mãos incansáveis diziam me abrace, enquanto o resto do seu corpo, já cansado, cobrava uma atitude. Uma atitude que eu nunca fui capaz de tomar. Felizmente seu corpo fala. Infelizmente meu corpo cala.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-6575948197459540384?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/6575948197459540384/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=6575948197459540384' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6575948197459540384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6575948197459540384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/05/o-corpo-fala.html' title='O corpo cala'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-6780624759351783038</id><published>2008-04-27T15:21:00.000-07:00</published><updated>2008-04-27T15:22:04.482-07:00</updated><title type='text'>Ausente-se</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por um instante acreditei tê-la em minhas mãos. Um curto instante, na verdade. Já que com você os instantes não passavam de alguns olhares tímidos, de algumas palavras silenciosas, de algumas pausas desconcertantes e de alguns minutos intermináveis que sempre acabavam antes da hora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-6780624759351783038?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/6780624759351783038/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=6780624759351783038' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6780624759351783038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6780624759351783038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/04/ausente-se.html' title='Ausente-se'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-7864717565742772818</id><published>2008-04-18T20:28:00.000-07:00</published><updated>2008-04-18T20:40:33.879-07:00</updated><title type='text'>Aqui por dentro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Instalado num lugar imperceptível dos seus olhos posso apreciar com mais nitidez o que você nunca ousou me contar. Eu sempre acreditei que no esconderijo da sua memória havia bem mais histórias interessantes do que nos contos infantis – que sempre me desinteressaram, por sinal. Eu sempre soube, mas nunca quis aceitar, que por dentro dessa sua pele, ainda desprotegida, existia um mundo que, de certa forma, te protegia. Um mundo repleto de amores cobertos de razões, um mundo entupido de dores inventadas por amores cobertos de razões, um mundo cheio de multidões desorientadas por amores cobertos de razões, um mundo transbordado por religiões desacreditadas por amores cobertos de razões, um mundo cheio dos deuses comuns cobertos de razões, um mundo transtornado de homens incomuns cobertos de razões, um mundo cansado de sonhos cobertos de razões. Um mundo que, de certa forma, me confortava. Era tão bom saber que dentro daquelas formas quase imperfeitas ainda reinava um sentimento imaturo e puro tentando se aperfeiçoar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Através dos seus olhos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vi claramente os homens que te usaram – aqueles que te deram rosas e te disseram inúmeras vezes inúmeros “eu te amo´s”. Aqueles que não ligam mais se o seu cabelo cresceu dois centímetros ou perdeu um palmo. Aqueles que já souberam seu nome, seu endereço e já tiveram uma foto sua e que agora têm filhos com outras mulheres com outros nomes, moram em outras casas, aparecem em outras fotos, bebem em outros bares e se perdem por outros mares. Mares, esses, que você não poderá mais navegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi nitidamente as drogas que abusaram da tua insegurança - aquelas que te fizeram esquecer por algumas horas a realidade confusa que nos rodeia. Aquelas que te acolheram com a promessa de te levar para os lugares mais seguros e mais serenos que você podia imaginar. Mas quando acordou percebeu que não havia nem segurança, nem serenidade e muito menos lugares. Lugares, esses, que você não poderá mais encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi as suas crenças que caíram em desuso. Antes, você rezava por verdade. Hoje você reza por costume. Enquanto eu, acredite se quiser, ainda rezo por você. Rezo por você não por bondade-cristã, mas por ter sido incapaz de me acostumar com a falta que você me faz, principalmente, no momento que antecede a vontade de dormir. (Nessas horas eu sempre pensava em você). Eu só rezo por coisas que desconheço: você, deus, eu... Eu só prezo por coisas que desconheço: eu, deus, você... Eu só desprezo coisas que eu desconheço: deus, você, eu... Coisas, essas, que você não poderá mais enganar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por dentro, seu corpo sempre me pareceu uma fortaleza, apesar de testemunhar contínuas vezes os seus cílios oscilarem entre o destempero de viver uma paixão efêmera duradoura e o tenro prazer de se ter um amor eterno por um minuto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por fora, seu corpo sempre me pareceu uma fraqueza, apesar de continuar testemunhando constantemente pequenos sinais de melhoras e sentir, delicadamente, o esforço das suas pálpebras que se fecham. Prenda-me. Não me deixa sair aqui de dentro. Deixa-me morrer aqui. Deixa-me viver aqui?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-7864717565742772818?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/7864717565742772818/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=7864717565742772818' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7864717565742772818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7864717565742772818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/04/por-dentro.html' title='Aqui por dentro'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-9214142436576427318</id><published>2008-04-13T19:24:00.001-07:00</published><updated>2008-04-13T19:24:52.722-07:00</updated><title type='text'>Pedaços de uma carta despedaçada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desejo conhecer a sua voz – será que ela tem o mesmo timbre quando acorda? Quando deita? Quando diz: “eu te amo” depois de fumar? Quando pede silêncio? Desejo conhecer o seu passado – Será que ele tem as mesmas aflições, as mesmas indagações e as mesmas inquietações que você tem hoje? Será que ele guarda segredos, imagens, atos, gestos, ofensas, amores que você tem medo de reencontrar ou reviver? Será que ele esconde palavras, declarações, vontades, desejos e direitos que nunca serão revelados? Desejo ler as suas mãos. Saber se o futuro nos reserva alguma coisa. Saber se as cartomantes estavam certas. Esquece. As cartomantes mentem. Talvez seja por isso que confio tanto nelas. Eu gosto de me iludir. E tem mais: saber que só as previsões mentirosas nos farão viver junto, de certa forma, me reconforta. Desejo conhecer seu rosto. Cansei de traçar milhões de possibilidades imaginárias na minha mente. Não quero me basear em probabilidades para definir uma certeza. E a certeza é que eu me perco nas minhas ilusões. Você é uma delas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-9214142436576427318?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/9214142436576427318/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=9214142436576427318' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/9214142436576427318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/9214142436576427318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/04/pedaos-de-uma-carta-despedaada.html' title='Pedaços de uma carta despedaçada'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-5124880335147301526</id><published>2008-04-12T06:25:00.000-07:00</published><updated>2008-04-12T06:26:18.205-07:00</updated><title type='text'>Basta você me bastar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Basta você esboçar um sorriso qualquer – mesmo irônico, pouco importa - para me deixar um pouco menos triste. Fique feliz por isso. Basta você olhar pela janela e me avisar que está chovendo – eu acredito. Nem me preocupo em abrir a minha para confirmar. Acredito em você. Basta você levantar de madrugada, sem saber onde olhar, sem saber me procurar, sem saber onde me achar, que eu já fico bem só de imaginar você perdida tentando me encontrar. Basta você começar a fumar, mesmo sabendo que o cigarro não te faz bem, que eu fico com ciúmes – ciúmes do seu cigarro. Eu sei que é quase ridículo sentir ciúmes de algo que não te faz bem – mas eu sinto. Quero ser esse cigarro. Esse cigarro que você fuma pela manhã e deixa pela metade durante o dia para terminá-lo delicadamente à noite, entre seus lábios. Quero ser esse cigarro grudado nos teus dedos, firme, com a certeza que você não vai me largar tão cedo e que mais tarde vou terminar morrendo inteiro na sua boca. Mesmo que você me apague depois, com a maior calma do mundo, como se não tivesse lhe proporcionado nada. Você me mata. E isso me basta. Quero ser esse cigarro que aparece nas tuas fotografias em preto e branco. Esse cigarro que libera a fumaça. A fumaça por trás da qual você se esconde. A fumaça por trás da qual você esconde sorrisos, bondade. A fumaça por trás da qual você esconde uma menina, uma menina que sonha, uma menina que dança, uma menina que some. Pensar em você me basta. Pensar em você me mata. Você me mata. E quando eu morro, eu caio no meu chão. Um chão onde existem apenas migalhas de pães mal-comidos, sobras de mulheres mal-comidas, restos de amores polêmico e um tapete colorido. Um chão onde existem poemas inacabados que nunca serão acabados, retratos envelhecidos que nunca serão renovados, sonhos esquecidos que nunca serão recordados, pedaços de noites desperdiçadas que nunca serão religados, alguns amores platônicos e você descolorida. Até descolorida você me basta. E isso me mata.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-5124880335147301526?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/5124880335147301526/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=5124880335147301526' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5124880335147301526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5124880335147301526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/04/basta-voc-me-bastar.html' title='Basta você me bastar'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-8593567845551618485</id><published>2008-04-08T18:47:00.001-07:00</published><updated>2008-04-08T18:52:03.477-07:00</updated><title type='text'>O criador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu criei o espelho para que cada traço seu tivesse um destino. Evitei a borracha para que cada curva sua fosse imperfeita e se aproximasse ao máximo de um ser normal. Projetei a luz para facilitar o teu caminho e fiz do seu ponto de vista o meu ponto de partida. Tentei achar o ângulo perfeito para que seu olhar não fosse fixo, e sim uma pérola apreciada pelos seus inúmeros encantos. Escrevi uma presse em latim para que você durmisse sem pressa (e sem entender) com o tom ainda rouco da minha voz de sonâmbulo. Por fim, inventei a dor para não sentí-la no dia em que tua ida falará mais alto do que o nosso amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-8593567845551618485?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/8593567845551618485/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=8593567845551618485' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8593567845551618485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8593567845551618485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/04/o-criador.html' title='O criador'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-1296705663871110570</id><published>2008-04-05T20:53:00.000-07:00</published><updated>2008-04-05T20:57:21.751-07:00</updated><title type='text'>Cômico e dramático</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fui te ver, saí mais cedo. Desviei dos olhares invejosos daqueles que crêem que viver a vida é viver a vida do outro. Desviei dos becos, dos botecos e dos ecos e de todos os sons e de todos os vícios que me mantinham distante de você fisicamente. Digo fisicamente, porque a única coisa que a separação realmente separa é o físico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fui te ver, deixei tudo para mais tarde. Achei que mais tarde seria um bom momento para me dedicar a tudo o que não é você. Mas percebo que mais tarde ou agora é quase igual quando se tem alguém – ou quando se acha que se tem alguém. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fui te ver e acabei me vendo. É cômico e dramático, mas nós somos o outro. Espelhos de algo que não reflete exatamente o que queremos, espelhos de algo que não nos encara como deveríamos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fui te ver, acabei me afastando de mim. É cômico e dramático, mas quando estamos com alguém vivemos uma fuga. Um mergulho inseguro em direção do não se sabe o quê. Um mergulho que pode dar certo, é claro. Mas como tudo o que pode dar certo, pode dar errado também. Cuidado para não se afogar, um mergulho irracional costuma ser sem volta. Alguém sem volta é alguém que nunca foi. Alguém que nunca foi é alguém sem ação. Alguém sem ação não é nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É dramático quando você ri de mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É cômico quando dramatizo você.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É que eu só queria ver um mundo colorido, mas devido às circunstâncias, hoje eu me contento com seu retrato em preto e branco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-1296705663871110570?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/1296705663871110570/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=1296705663871110570' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/1296705663871110570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/1296705663871110570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/04/cmico-e-dramtico.html' title='Cômico e dramático'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-1211993787305498402</id><published>2008-04-01T10:32:00.000-07:00</published><updated>2008-04-01T10:38:04.629-07:00</updated><title type='text'>A emoção de ter e a razão de perder</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um dia olhei pra mim e vi que faltava algo. Logo descobri que na verdade faltava alguém. Percebi também que eu precisava de ombros, de cílios e de lábios preenchidos com o semblante do meu sexo oposto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E esses ombros seriam meu sustento. E esses cílios seriam meu concreto. E esses lábios seriam minhas vontades. Sabe quando você ama muito, mas não sabe porquê? Sabe quando você explode e acha que perdeu a razão? Você sabe o que é perdoar quem te magoa e magoar quem te perdoa? – isso é amor. Não enxergamos o que realmente deve ser visto, por isso dizem que o amor é cego e que os amantes são cínicos. Por isso dizem que o amor é lindo, mas que amar é quase mais dolorido que uma faca enferrujada enfiada na aorta. Sabe quando te julgam e você acha que perdeu a razão? Lembre-se, você não perdeu nada, você só se amou um pouco mais e eu te amo ainda mais por isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabe quando tudo acaba e você continua não sabendo porquê? Eu desisti de tentar entender e decidi racionalizar meus sentimentos, justamente por saber que a razão é a forma mais concreta de eternizar a emoção.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[ texto muito antigo - acho que de 2003]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-1211993787305498402?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/1211993787305498402/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=1211993787305498402' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/1211993787305498402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/1211993787305498402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/04/emoo-de-ter-e-razo-de-perder.html' title='A emoção de ter e a razão de perder'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-2850885164565960973</id><published>2008-03-30T18:34:00.000-07:00</published><updated>2008-03-30T18:36:14.815-07:00</updated><title type='text'>Dois elementos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Flores. Vinho. Velas. Jantar. Caixa de bombons em formato de coração. Música. Cheiros de essências. Carinhos . “Eu te amo” escrito em batom no espelho. Um vestido novo à sua espera na cama e um bilhete dizendo que eu já vou chegar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto isso : Do outro lado do mundo, um casal mais ou menos parecido com o nosso deve estar planejando planos parecidos com os nossos e quer ter filhos como nós e quer construir uma casa como a nossa e quer discutir a relação como nós. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu me pergunto : Se existem tantas formas de amar porque a maioria insiste em demonstrar da mesma maneira o amor que elas sentem ? Se existe uma gama infinita de possibilidades para agradar quem amamos porque insistimos sempre em escolher a obviedade ? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu me respondo : Talvez seja pelo fato que todos nós temos dentro de nós um medo imenso e bobo : se machucar. Talvez seja porque amar de forma óbvia é uma forma de amor mais segura. Enfim, é complicado arriscar. Colocar a dor de uma amor-perdido e a satisfação de um amor-ganho numa mesma balança pode acabar dando múltiplos resultados. O amor , nesse caso, é isso : dois elementos diferentes que sentem sentimentos óbvios que demonstram de forma óbvia o que eles sentem para não se machucarem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Flores mortas. Vinho acabado. Velas apagadas. Jantar comido. Caixa de bombons sem bombons, mas o formato de coração continua. Sem música. Cheiro de gozo. “eu te amo” ilegível. Vestido amarrotado e um bilhete dizendo que eu já fui. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-2850885164565960973?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/2850885164565960973/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=2850885164565960973' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2850885164565960973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2850885164565960973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/03/dois-elementos.html' title='Dois elementos'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-4958936234313524863</id><published>2008-03-28T18:54:00.000-07:00</published><updated>2008-03-28T18:58:11.084-07:00</updated><title type='text'>Em outras palavras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez eu nunca consiga te explicar claramente o que se passa na minha não-clara mente, portanto fique atenta ao que eu tento não te dizer porque é nessa falha de fala que falo calado tudo o que faltei em te dizer. Não sou um Santo – graças a Deus! Em outras palavras: sou um silêncio que tem muita coisa pra falar, mas que se cala por medo de falhar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-4958936234313524863?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/4958936234313524863/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=4958936234313524863' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4958936234313524863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4958936234313524863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/03/em-outras-palavras.html' title='Em outras palavras'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-8503914794208239664</id><published>2008-03-24T17:36:00.001-07:00</published><updated>2008-03-24T17:41:58.050-07:00</updated><title type='text'>Uma possível probabilidade de tê-la</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tê-la é quase impossível. Assim como é quase impossível não querer tê-la. Se a tivesse quase não saberia o que fazer. Não a tendo sei que posso quase refazê-la. É quase divertido tentar inventar um quase-começo para uma quase-história que tinha tudo para ser quase-bonita se não fosse sempre interrompida pelos invisíveis, inaudíveis e intermináveis gritos do Quase. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tê-la é quase improvável. Assim como não tê-la é quase uma prova de paciência. É como se a vida que levo sem levá-la fosse parada. É como se a morte que me espera sem esperá-la fosse antecipada. É como se a dor que carrego sem carregá-la se acomodasse entre os espaços quase-apertados da minha memória, quase-entupida de você. É como se um quase-sonho fosse sonhado nesse exato quase-momento. É como se uma tela pintada por um pintor quase famoso trouxesse a sensação exata e colorida de como é tê-la, sem tê-la. É como se eu quase acordasse desse mesmo quase-sonho e quase visse nesse meu espelho imagens retorcidas, quase incompreensíveis, do quase vazio do artista que é ficar sem tê-la, nem tela. É como se eu acordasse com aquela quase-certeza de que aquilo que ficou incompleto acabou complementando o meu desejo quase-inútil de permanecer dormindo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Compramos uma quase grande casa com um jardim quase sem fim. Acreditávamos em um quase-Deus. Éramos quase-felizes (com essa nossa quase-vida). Tínhamos três quase-filhos lindos e um quase-cão adestrado que quase fugiu quando soube que aquilo tudo não passava de uma quase verdade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Tê-la quase” ou “Quase tê-la” foi o único jeito, quase sincero, que encontrei de quase amá-la e quase não sofrer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-8503914794208239664?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/8503914794208239664/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=8503914794208239664' title='12 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8503914794208239664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8503914794208239664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/03/uma-possvel-probabilidade-de-t-la-sem.html' title='Uma possível probabilidade de tê-la'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-2454189850677900110</id><published>2008-03-20T18:40:00.001-07:00</published><updated>2008-03-20T18:40:49.942-07:00</updated><title type='text'>Lágrimas de lâmina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu conto, de propósito, histórias com finais tristes para observar, sem propósito, o quanto você é capaz de descontar em mim com o começo do seu choro. Adoro ver o teu rosto se desfazer aos poucos, como poucos. Adoro ver você se entregar como louca aos loucos. Adoro quando o teu olhar começa a ficar pesado e quando a tua boca começa tremer de leve. Adoro quando as tuas sobrancelhas mudam de direção, quase se perdendo – quase não reconhecendo esse seu novo rosto. Adoro ver você chorar porque sei que o que sai desses olhos não são lágrimas – como qualquer mortal – mas lâminas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Suas lágrimas são lâminas que nascem de um sentimento morto. Que cortam o seu rosto em linha reta. Linhas de sangue. Que abrem teu rosto e deixam expostos os teus sonhos, teus pesadelos e teus amores escondidos. Elas ainda deixam visível para qualquer um, qualquer imprecisão, qualquer indecisão, qualquer traição – seja você traída ou traidora. Também sei que essas lâminas nascem em algum lugar por dentro dos teus olhos tristes, em algum lugar imaginário – talvez nas pálpebras superiores. Perfuram sua pele com a delicadeza de uma história de amor e amam delicadamente cada rabisco que fazem quando são derrubadas indelicadamente pelo seu choro, às vezes efêmero, às vezes infinito. Agora eu entendo porque chorar dói. Quando você chora os teus olhos se entopem de sangue. Não conseguem enxergar um palmo à frente. Não conseguem enxergar um sentimento à dentro. Por isso seguem sem rumo e sem mim em direção ao chão. Atravessam as suas costas sem pedir licença, deixando para trás desenhos estranhos de figuras desconhecidas. Figuras que se entregaram e você ignorou. Figuras que te ignoraram e você se entregou. Figuras. Apenas figuras. Figuras desfiguradas. Desenhos desanimados. Todos eles expostos nas suas costas. De propósito – para que você não possa vê-los, apenas senti-los e saber que eles estão ali te incomodando ou não, te maltratando ou não, te seduzindo ou não, te desejando ou não, te humilhando ou não. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As lâminas acabaram de alcançar o chão. Elas pingam como gotas de mercúrio numa ferida que não tem cura nem cicatriza. E caminham como um rio solitário, sem margem, pela solidão do seu quarto. E tentam alcançar alguém. E alcançam alguém em vão. Elas não têm os braços longos. Elas não têm as mãos firmes. Não alcançam nada. Não seguram ninguém. Apenas passeiam como se não incomodassem os que passam pelo seu redor. As lâminas se espalham sem dó. Sem piedade. Como se fossem a extensão do seu corpo. Como se fossem veias descontroladas e perdidas. Veias que buscaram fora do seu corpo um corpo parecido com o seu. Um corpo que tenha a mesma estatura, o mesmo peso, as mesmas medidas, mas que tenha mais sangue, que tenha mais costume com a dor, que seja capaz de sofrer mais. Um corpo modelado para a dor. Uma dor que é muito maior que você. Uma dor que é muito maior que o seu chão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Essas lâminas que se desmancham sem parar, manchando as roupas, os pés, o piso e o tapete, manchando os papéis, os retratos, os fatos e os sapatos, secam, de repente, sem avisar como se nunca tivessem nascido, como se nunca tivessem sido escorridas, como se nunca tivessem sido verdade, como se não quisessem observá-la jogada no chão, desnuda, com frio, com fome, rezando encontrar alguém que te cubra e não descubra que as suas lágrimas são como seus amores: elas cortam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-2454189850677900110?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/2454189850677900110/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=2454189850677900110' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2454189850677900110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2454189850677900110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/03/lgrimas-de-lmina.html' title='Lágrimas de lâmina'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-4946401294672443714</id><published>2008-03-16T20:57:00.001-07:00</published><updated>2008-03-16T20:57:43.546-07:00</updated><title type='text'>Pálpebras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao abrir as suas pálpebras, talvez você não me veja mais da mesma maneira, nem da mesma forma. Não que eu esteja diferente. Não que eu tenha crescido. Não que eu tenha envelhecido. Não que eu tenha mudado. As coisas é que estão diferentes. As coisas é que estão crescendo. As coisas é que estão envelhecendo. As coisas é que estão mudando. E nessas mudanças, parece ter nascido um espaço entre nós. Um espaço invisível, sem borda, sem contorno, sem limites. Um espaço ainda vazio. Um espaço que, como todo espaço vazio, aguarda ser preenchido. Eu me sinto, às vezes, como esse espaço vazio. Será que você está pronta para me preencher? Por favor, não responda. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-4946401294672443714?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/4946401294672443714/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=4946401294672443714' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4946401294672443714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4946401294672443714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/03/plpebras.html' title='Pálpebras'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-7604829510339815566</id><published>2008-03-14T17:32:00.000-07:00</published><updated>2008-03-14T17:34:11.083-07:00</updated><title type='text'>Vontade de não te ter inteira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Direitos – eu sei que eu não tenho. Mas tenho vontades. E vontades ultrapassam qualquer barreira imposta pelos direitos. Vontades ignoram qualquer intenção de seguir regras impostas pelos que caminham nos caminhos certos. Vontades andam quase como se fossem as sombras dos erros. E é por isso que costumo seguir minhas vontades, mesmo que só de longe. Portanto, se não quiser fazer parte das minhas vontades: imponha mais barreiras e ignore minhas intenções. Talvez você se sinta mais inteira quando não estamos juntos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-7604829510339815566?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/7604829510339815566/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=7604829510339815566' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7604829510339815566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7604829510339815566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/03/vontade-de-no-te-ter-inteira.html' title='Vontade de não te ter inteira'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-2372238713782579098</id><published>2008-03-13T15:52:00.001-07:00</published><updated>2008-03-13T15:53:31.152-07:00</updated><title type='text'>O lamento de um começo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por fim, desejo não conhecer a sua dor. Sei que sou uma das causas. E também sei as conseqüências. Por isso prefiro te ver sofrer de longe, distante. Não tenho a mínima pretensão de alcançar sua dor, seu choro, seu soluço. Mas não é por maldade, entenda. Eu sempre achei que a proximidade estraga o que a distância preserva. Não quero ver teu pranto nem rir do seu escândalo. Não quero prometer que nunca mais vou voltar. Não quero mentir, só quero sonhar. E sonhar implica em tentar acordar o mais cedo possível para a realidade. E a realidade é que não te tenho por perto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-2372238713782579098?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/2372238713782579098/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=2372238713782579098' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2372238713782579098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2372238713782579098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/03/o-lamento-de-um-comeo.html' title='O lamento de um começo'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-8501537666182898693</id><published>2008-03-10T20:05:00.000-07:00</published><updated>2008-03-10T20:19:22.091-07:00</updated><title type='text'>Tanto faz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Percebo que não avanço mais. Os meus movimentos não me levam para lugar algum. E as minhas pernas já não obedecem mais o comando inútil do meu inútil coração. Continuo preso no mesmo estágio. O estágio onde escrever sobre o não-sentido tem muito mais sentido. O estágio onde dizer que te amo tanto não tem mais tanta importância, não tem mais tanto sentido. O estágio onde dizer que não te amo mais não tem mais tanta graça. O estágio onde não há diferença entre aceitar as regras de conduta e conduzir as regras não-aceitas. O estágio onde ver através dos teus sentimentos não me faz mais ver os meus, onde ler os teus pensamentos me faz pensar em nunca mais ler os meus. O estágio onde as dores presentes, os poemas futuros e os amores passados parecem ser a mesma coisa: As dores agonizam dentro de um corpo que nunca mais será amado; Os poemas sufocam no fundo de uma gaveta que nunca mais será aberta; E os amores tentam nunca mais ferir nem inspirar os mais novos poetas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-8501537666182898693?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/8501537666182898693/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=8501537666182898693' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8501537666182898693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8501537666182898693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/03/tanto-faz.html' title='Tanto faz'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-42851804176766887</id><published>2008-03-08T18:27:00.000-08:00</published><updated>2008-03-08T18:59:04.471-08:00</updated><title type='text'>A ausência dos pássaros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ausência dos pássaros não me deixa mentir – a chuva vai cair. As nuvens cinzas já começam a descolorir o céu, antes azul. As nuvens cinzas trazem a inércia, trazem a angústia, trazem o remorso, trazem os poemas de amor, trazem os amantes dos poemas, trazem os poetas e os amores, trazem os amores dos poetas, trazem o frio, a solidão, o vazio...só não trazem você. Elas não trazem você. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E sem você não há mais céu, não há mais chão, apenas chuva. Tudo se torna chuva. Tudo se torna inexpressivo. Tudo se torna comum. Tudo se torna tanto faz. Tudo se torna triste em torno da nossa distância e a tristeza toda se entorna como a chuva: nasce sem cor na imensidão cinzenta do céu e se desfaz, elegante, feito uma serpente feliz pelo chão. Sinto que você tenta se mexer nos meus pensamentos, mas prefiro não pensar nem sentir - apenas adormeço sozinho numa pequena cadeira de balanço ameaçando sonhar com outras mulheres. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E para não dizer que não lhe deixei nada, deixo um velho livro aberto na página cem, a página onde um autor desconhecido descreve com detalhes mórbidos e esperançosos a saudade imensa que sente quando está com você e sem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-42851804176766887?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/42851804176766887/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=42851804176766887' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/42851804176766887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/42851804176766887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/03/pgina-cem.html' title='A ausência dos pássaros'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-2317836191729103436</id><published>2008-03-05T15:59:00.000-08:00</published><updated>2008-03-05T17:38:06.287-08:00</updated><title type='text'>Um tremor amado por um amor tremido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem ter pensado em passar, passei por sua vida. Foi uma passagem meteórica, não deve ter passado de alguns dias e poucas noites. Foi uma passagem necessária: permitiu que, de certa, forma eu encontrasse em você um refúgio e você visse em mim um porto seguro para atracar seus tremores, sem temer. Foi uma passagem traumática: derrubou a minha paz, dilacerou o havíamos conquistado, comprometeu o nosso futuro e arruinou nossas provavéis boas lembranças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi só uma passagem meu amor, seus tremores passaram. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi só uma passagem meu tremor, seus amores passaram. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E já que eu também já passei porque você cisma em se manter inerte diante da incansável e interminável passagem da vida? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-2317836191729103436?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/2317836191729103436/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=2317836191729103436' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2317836191729103436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2317836191729103436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/03/fantstica-e-conturbada-passagem-de-um.html' title='Um tremor amado por um amor tremido'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-6998858428075616003</id><published>2008-03-01T19:12:00.000-08:00</published><updated>2008-03-01T19:18:09.100-08:00</updated><title type='text'>Sete rosas e uma jura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como se fosse gentil, ele me ofereceu sete rosas e uma jura de amor eterno. Jurou de pé junto que nunca iria se afastar de mim. Eu, como se fosse ingênua, acreditei e depositei naquele gesto o meu sonho de sonhar acordada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A jura foi esquecida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor foi momentâneo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E as rosas apodreceram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-6998858428075616003?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/6998858428075616003/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=6998858428075616003' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6998858428075616003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6998858428075616003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/03/sete-rosas-e-uma-jura.html' title='Sete rosas e uma jura'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-893299001092782774</id><published>2008-02-28T18:31:00.000-08:00</published><updated>2008-02-28T18:39:18.534-08:00</updated><title type='text'>Enlouquecer calmamente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...] &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na verdade, um amor não é só uma verdade. Ele também tem os seus dias de mentira. Ele também tem os seus dias de engano. E se não me engano, eu também já passei por esses dias. Mas esses dias também já passaram. Parece que hoje a calmaria-rara resolveu passar uns dias-calmos por aqui. A calma é sempre bem-vinda. Não que ela seja simpática ou desejada, mas é um estado necessário para não enlouquecer de vez. A loucura me afasta certamente da realidade e me aproxima demais das verdades duvidosas que são postas e impostas diariamente ao amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um amor não é só uma verdade, muito menos uma verdade só.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-893299001092782774?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/893299001092782774/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=893299001092782774' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/893299001092782774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/893299001092782774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/02/enlouquecer-calmamente.html' title='Enlouquecer calmamente'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-6970973949007264459</id><published>2008-02-26T13:49:00.000-08:00</published><updated>2008-02-26T13:55:14.716-08:00</updated><title type='text'>Minha tempestade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...] &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não choveu, mas a tempestadade chegou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegou sem avisar - covarde!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegou que nem você. Primeiro berrava distante, anunciando uma mudança brusca de humor. Depois, pairava constante sobre mim, alternando afeto e raiva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensar em você é uma tempestade, mas não pensar consegue quase ser pior. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-6970973949007264459?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/6970973949007264459/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=6970973949007264459' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6970973949007264459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6970973949007264459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/02/minha-tempestade.html' title='Minha tempestade'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-2276967135745566219</id><published>2008-02-25T13:30:00.000-08:00</published><updated>2008-02-25T13:32:27.814-08:00</updated><title type='text'>Campo de dores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Adormeci em pisos incomuns, desconhecidos .Não sei se eram pisos confiáveis, mas eram a base de sustentação do meu corpo dolorido. E o que é a dor além de um desejo morto ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando não se deseja mais nada, o coração passa a ser um imenso campo de dores: colhendo amores que não alimentam, colorindo imagens que não representam, preenchendo espaços que não se completam. E o que é o desejo a não ser uma conquista descartável ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei com olhos vesgos, olhando em duas direções. Uma vendo meu corpo se desdobrar e a outra observando minhas extintas emoções.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-2276967135745566219?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/2276967135745566219/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=2276967135745566219' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2276967135745566219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2276967135745566219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/02/campo-de-dores.html' title='Campo de dores'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-224175835157260425</id><published>2008-02-24T07:54:00.000-08:00</published><updated>2008-02-24T07:57:31.609-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>[...] a alma tem o privilégio de ser intocável [...]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-224175835157260425?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/224175835157260425/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=224175835157260425' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/224175835157260425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/224175835157260425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/02/alma-tem-o-privilgio-de-ser-intocvel.html' title=''/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-510304598029930420</id><published>2008-02-21T14:21:00.000-08:00</published><updated>2008-02-21T14:24:06.146-08:00</updated><title type='text'>Mente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]Você é descaradamente a minha cara-metade. É completamente confusa e absurdamente simples ao mesmo tempo. Nasceu num corpo esteticamente aceito e é movida por uma alma inteiramente vazia. Sei que, por dentro, é carinhosamente insensível e, por fora, delicadamente indelicada. Vive liricamente pelas noites em busca de um grande amor, mas insiste em morrer, diariamente, por pequenas paixões.[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-510304598029930420?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/510304598029930420/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=510304598029930420' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/510304598029930420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/510304598029930420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/02/mente.html' title='Mente'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-4566462660140631843</id><published>2008-02-17T20:48:00.000-08:00</published><updated>2008-02-17T20:50:21.626-08:00</updated><title type='text'>Lembranças cinzas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]Trago suas lembranças e meus cigarros. Penso nas coisas simples e em nós. Descanso num canto calmo e espero. Espero um sinal, um gesto, um berro, um sussurro. Qualquer coisa perceptível que me aproxime de você. Qualquer coisa que torne sua ausência menos desgastante, menos dolorosa, menos sufocante, enfim, menos ausente. [...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-4566462660140631843?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/4566462660140631843/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=4566462660140631843' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4566462660140631843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4566462660140631843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/02/lembranas-cinzas.html' title='Lembranças cinzas'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-8573563558833812589</id><published>2008-02-11T11:57:00.000-08:00</published><updated>2008-02-11T12:07:39.482-08:00</updated><title type='text'>Placebo</title><content type='html'>Você é um falso remédio.&lt;br /&gt;Perturba meu sono.&lt;br /&gt;Invade meu sonho.&lt;br /&gt;E parte.&lt;br /&gt;Parte partindo tudo, sem levar nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-8573563558833812589?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/8573563558833812589/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=8573563558833812589' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8573563558833812589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8573563558833812589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/02/placebo.html' title='Placebo'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-4559767397039928813</id><published>2008-02-06T17:58:00.000-08:00</published><updated>2008-02-06T18:01:16.403-08:00</updated><title type='text'>Me distraio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]Para não pensar em você me distraio com a paisagem urbana. Carros, postes, vendedores ambulantes e cães - todos eles, sem exceção, me afastam de você. Não que eu precise de pessoas ou bichos ou objetos para me sentir distante de você, mas sei lá, às vezes é bom procurar uma desculpa, inventar um motivo ou, simplesmente, encontrar uma razão para minha incapacidade de mantê-la por perto.[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-4559767397039928813?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/4559767397039928813/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=4559767397039928813' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4559767397039928813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/4559767397039928813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/02/me-distraio.html' title='Me distraio'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-3434606261930203053</id><published>2008-01-25T11:42:00.000-08:00</published><updated>2008-01-25T11:52:19.576-08:00</updated><title type='text'>Não a via</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não havia nada por lá. Nem os deuses humanizados. Nem as cruzes. Nem as luzes. Nem os gestos simples. Nem os amores complicados. Nem os gatos apavorados. Nem os gastos apavorantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não havia nada por lá. Nem os risos delicados das moças indelicadas. Nem os riscos constantes dos que não se arriscam. Nem o incômodo silêncio dos amantes recém-separados. Nem a sombra de um grande amor. Nem o corpo de uma pequena paixão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não havia nada por lá. Nem o riso das crianças abandonadas. Nem o choro dos velhos aposentados. Nem os gritos dos cães perdidos. Nem os berros dos donos que não se acham. Nem mesmo a morte tinha chegado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não havia nada por lá. E eu, daqui, não a via.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-3434606261930203053?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/3434606261930203053/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=3434606261930203053' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3434606261930203053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3434606261930203053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/01/no-via.html' title='Não a via'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-7151757883715967097</id><published>2008-01-13T17:09:00.000-08:00</published><updated>2008-01-13T17:11:19.337-08:00</updated><title type='text'>Ao meu provável futuro amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ontem senti sua falta. Sinceramente, não sei quem é você, nem sei se você sabe quem sou eu. Isso, sinceramente, não interessa muito nesse meu estágio atual. Atualmente ando com as nuvens na cabeça. Penso à beça. Penso em como você poderia ser. Brinco em cima da probabilidade de coisas improváveis. É divertido imaginar um ser inimaginável e ao mesmo tempo saber que esse ser é real. Ele é real dentro da minha imaginação. Ele existe sim; mesmo que seja uma existência devido a sua inexistência.É bom saber que existe alguém que, provavelmente, nunca existirá de fato, mas sim em sonhos. O barato da vida está toda na imaginação. Imagino você sorrir, e você sorri!Imagino você fazendo o que eu quiser que você faça, e você faz – e o melhor de tudo : sem reclamar ! É uma delícia te imaginar. Desenho teu rosto com os traços que me agradam, coloco o nariz que eu prefiro, a boca que eu preciso, as roupas que te combinam, os gestos são exatamente como programei e a voz tem tantos tons quanto sentimentos. Acho que encontrei a melhor forma de te preservar: te construir. Sempre tomamos mais cuidado com aquilo que fazemos. Por isso, e por preguiça de procurar (confesso!), resolvi te construir. Confesso também que não foi uma tarefa tão simples assim. Pensar ou imaginar requer um certo preparo. Não posso te projetar de qualquer jeito. Não posso te formar de qualquer forma. Mas posso te informar com a mais absoluta certeza que ontem senti sua falta, mas até hoje não consegui perceber se era falta de você ou se era falta de sentir falta. Era uma falta boa de sentir. A falta de algo que ainda está por vir. A falta de algo que pode se tornar importante. Com certeza, não era falta de imaginação. Imaginação talvez seja a única coisa que eu ainda tenha de sobra. Por falar em sobra, dedico o tempo que me sobra ao meu provável futuro amor; mesmo tendo a plena consciência que a probabilidade de ver você um dia é a mesma de me tornar cego esta noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parei de te imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que é inútil imaginar um provável futuro amor. Imaginar é fugir da realidade. Fugir da realidade é fugir da vida. Fugir da vida é se aproximar da morte. E se eu morrer agora, nunca vou te conhecer. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-7151757883715967097?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/7151757883715967097/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=7151757883715967097' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7151757883715967097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7151757883715967097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/01/ao-meu-provvel-futuro-amor.html' title='Ao meu provável futuro amor'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-5642150393342615166</id><published>2008-01-12T09:17:00.000-08:00</published><updated>2008-01-12T09:18:34.064-08:00</updated><title type='text'>Pertence mil e um [trecho 2]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]Eu me enganei. Pela milésima primeira vez, eu me enganei. E não é a primeira milésima vez que eu me engano. Todo mundo se engana no mínimo mil e uma vezes antes de achar que não está mais enganado. Talvez esse seja o maior de todos os enganos: achar que não se está mais enganado. Sempre estamos enganados. Somos enganos que andam que pensam que trepam que amam que brigam. Somos enganos que olham, que ouvem, que cospem, que sonham. Somos enganos que pensam que andam, que amam quando brigam, que olham quando trepam e que cospem nos sonhos. Eu não sou diferente de todo mundo quando o assunto é se enganar. Quando me engano me sinto mais real. Sinto que estou mais distante do meu mundo utópico onde existe uma paz que não existe, onde existe um todo que não se divide, onde possuo uma mulher que nunca tive, onde falo coisas que não ouso, onde escrevo poemas que não terminam, onde não escondo dores que se manifestam[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-5642150393342615166?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/5642150393342615166/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=5642150393342615166' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5642150393342615166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5642150393342615166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/01/pertence-mil-e-um-trecho-2.html' title='Pertence mil e um [trecho 2]'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-5309613898171343964</id><published>2008-01-09T17:39:00.000-08:00</published><updated>2008-01-09T17:42:49.157-08:00</updated><title type='text'>Cartas à Bárbara [trecho 2]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]A minha dose necessária de realidade já se tornou desnecessária faz tempo. Não preciso mais dar nomes ao que todo mundo quer, não preciso mais sentir o que todo mundo sente, não preciso mais dizer o que todo mundo quer ouvir, não preciso mais sonhar o que todo mundo deseja, não preciso trazer de volta o que todo mundo leva pra longe. Preciso me aproximar de mim. E não existe nada de mais distante de mim do que eu. Apesar da minha proximidade comigo, (ainda) sei que me vejo distante. Eu, aqui. Meu corpo, distante – passeando livre pelos intermináveis campos verdes – que até tentam nos enganar, nos dando a falsa ilusão de liberdade. Sempre achei que a liberdade sempre, sempre, sempre, sempre nos deixará presos ao sentimento de sermos livres. Hoje, me sinto livre pra falar que não existe liberdade. Sintam-se livres para me criticar.[...] &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-5309613898171343964?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/5309613898171343964/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=5309613898171343964' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5309613898171343964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5309613898171343964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/01/cartas-brbara-trecho-2.html' title='Cartas à Bárbara [trecho 2]'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-6952908117467308386</id><published>2008-01-08T09:50:00.000-08:00</published><updated>2008-01-08T09:52:07.381-08:00</updated><title type='text'>Passos passados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]Posso não ter sumido por muito tempo, mas foi tempo suficiente para não conseguir reaparecer da forma como gostaria que você me visse. Os teus olhos não se curaram com o tempo. Os teus olhos não se curaram como o Tempo. É incrível. O tempo passa. Os amores passam. Eu passo. Mas você permanece igual. Igual ao tempo que ficou pra trás. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Parece que fomos feitos de areia. O vento, quando sopra, brinca de nos afastar. O vento é teimoso e persistente. Sempre consegue o que ele quer. O vento, quando sopra, consegue nos afastar. O vento, quando sopra, consegue te levar. E nesse vai-e-vai desumano - desumano por ver quem eu amo dobrar o horizonte inalcançável - consigo me manter inerte e esperançoso. Eu sei que um dia nós seremos levados pelo mesmo vento e ao mesmo tempo para o mesmo esconderijo distante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso me mande notícias.[...] &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-6952908117467308386?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/6952908117467308386/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=6952908117467308386' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6952908117467308386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6952908117467308386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2008/01/passos-passados.html' title='Passos passados'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-7119419639594005966</id><published>2007-12-28T05:37:00.000-08:00</published><updated>2007-12-28T05:40:30.150-08:00</updated><title type='text'>Nada a declarar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caso você não tenha nada para fazer, leia:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de mais nada, queria ressaltar que do nada me veio uma idéia de escrever sobre o nada. Gostaria de deixar bem claro que não me inspirei em absolutamente nada para elaborar esse meu texto. Eu sei que nada é por acaso, e por acaso também sei que o que acabei de escrever não tem nada a ver com o que vou continuar escrevendo.Mas enfim, como não tinha nada para fazer resolvi começar a escrever sobre o nada.Eu sei que isso não vai me levar a nada, mas não custa nada tentar. Eu sei que não tem nada a ver ficar falando sobre o nada, mas também sei que nada me impede de falar sobre o nada, ainda mais quando não tenho nada para fazer; e não há nada nesse mundo que vai conseguir me tirar essa vontade nada comum de deixar tudo para depois só para falar agora sobre o nada.Eu sei que você não tem nada a ver com isso, mas veja bem, eu gostaria de escrever sobre o nada sabendo que você não sabe nada sobre nada. Caso saiba algo sobre o nada , saiba que em nada isso vai me ajudar, já que : de que adianta saber tudo quando se pretende escrever sobre o nada ? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Tudo que sei é que nada sei”, essa sabedoria socratiana não deve ter surgido do nada, eu já sei de tudo isso, e digo mais: não vale nada ficar tentando teorizar sobre o nada se o nada , em si, não é nada além de uma convenção para definir tudo o que não conseguimos explicar. Adão e Eva surgiram do nada. Mas o que é o nada ? Viemos do nada e nem sabemos o que é o nada. Isso só prova que nós,realmente (e até mesmo utopicamente),não somos nada. Não sabemos nada sobre nós e ao mesmo tempo acreditamos que do nada surgiu tudo ! Se você tentar definir o nada , ele vai deixar de ser nada e passar a ser algo, mesmo que esse algo não represente nada para você.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caso você não tenha entendido nada, saiba que não era nada disso que eu pretendia fazer quando decidi começar a escrever do nada sobre o nada. Minha intenção nunca foi te confundir – nada disso ! – muito pelo contrário, sempre quis que você soubesse quase tudo sobre o nada. Contudo, o nada não é nada e não existe nada de mais valioso que reconhecer e descobrir no meio disso tudo que a gente apesar de tudo, não sabe nada.Espero ter dito tudo sobre o nada e que nada tenha faltado. Do nada, percebi que escrevi tanto e não falei nada. Pelo visto esse texto não serviu pra nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Pedro, obrigado pelo texto&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- de nada !&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-7119419639594005966?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/7119419639594005966/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=7119419639594005966' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7119419639594005966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/7119419639594005966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2007/12/nada-declarar.html' title='Nada a declarar'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-5351356491758912955</id><published>2007-11-16T04:52:00.001-08:00</published><updated>2007-11-16T04:52:32.601-08:00</updated><title type='text'>O mosquito alegre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]Os mosquitos não me deixaram dormir. O calor não foi o maior incômodo. Os mosquitos não me deixaram dormir. Fiquei sentado, na beira da cama e sem você. Os mosquitos não me deixaram dormir. Era mês de maio, era dia vinte e seis. Os mosquitos não me deixaram dormir. Levantei. Fui ver pela janela menor se, lá fora, ainda havia alguma coisa viva e móvel. Nada se movia. Nada mais me comovia. Nada parecia vivo. Nada mais me convivia. Aqui dentro, os mosquitos se moviam; os mosquitos eram vivos, bem vivos; os mosquitos até se comoviam com a minha incapacidade de afastá-los e conviviam comigo como se fossem meus mais íntimos amigos íntimos – confesso que devo confessar que eles tinham, até certo ponto, certa razão.[...] &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-5351356491758912955?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/5351356491758912955/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=5351356491758912955' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5351356491758912955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/5351356491758912955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2007/11/o-mosquito-alegre.html' title='O mosquito alegre'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-665969350001164564</id><published>2007-11-11T18:41:00.000-08:00</published><updated>2007-11-11T18:42:25.761-08:00</updated><title type='text'>Incômodo silêncio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]Posso não ter falado nada. Era tudo o que eu queria falar. Palavras, às vezes, não são necessárias. Palavras, às vezes, só servem para ter algo a dizer quando não se tem nada a dizer. Não me sinto nem nunca me senti na obrigação de sempre ter algo pra falar. Meu silêncio é minha melhor palavra. Não tem som, mas faz barulho. Não tem som, mas te incomoda. Eu sei que te incomoda. Eu sei que você precisa se alimentar de palavras bonitas pra se sentir a mais bonita de todas as criaturas bonitas. Querida, às vezes, as palavras não são necessárias.[...] &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-665969350001164564?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/665969350001164564/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=665969350001164564' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/665969350001164564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/665969350001164564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2007/11/incmodo-silncio.html' title='Incômodo silêncio'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-6747546016401185091</id><published>2007-11-10T10:19:00.000-08:00</published><updated>2007-11-10T10:20:22.484-08:00</updated><title type='text'>Ontem [trecho]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...] Ontem ainda se ouvia os pássaros. Os pássaros que traziam uma falsa impressão que o dia amanheceu feliz. A chuva contraria os pássaros. A chuva me obriga a não gostar do dia. A chuva me obriga a não sorrir. A chuva me obriga a não ficar acordado. A chuva me obriga a dormir. Dormir é fugir da chuva. Dormir é quando fujo de você. Será você a chuva? [...]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-6747546016401185091?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/6747546016401185091/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=6747546016401185091' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6747546016401185091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6747546016401185091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2007/11/ontem-trecho.html' title='Ontem [trecho]'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-8016218897523756982</id><published>2007-11-09T19:06:00.000-08:00</published><updated>2007-11-09T19:09:49.391-08:00</updated><title type='text'>Pertence [trecho]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]Eu me enganei. Achei que teríamos uma casa, um jardim, um cão, dois gatos e um filho. Vejo que não temos nada além de um fim forçado – um fim necessário. Quando os sonhos não conseguem mais acompanhar a realidade, é melhor terminar. A realidade estraga os sonhos. É o que os Homens chamam de fim. A realidade, é que você estragou os meus sonhos. Por isso achei melhor terminar. Por isso achei melhor te evitar. Por isso achei melhor não te enganar e confessar que eu me enganei[...] &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-8016218897523756982?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/8016218897523756982/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=8016218897523756982' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8016218897523756982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/8016218897523756982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2007/11/pertence-treco.html' title='Pertence [trecho]'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-2525507336985852413</id><published>2007-11-08T07:57:00.000-08:00</published><updated>2007-11-08T07:58:39.479-08:00</updated><title type='text'>Cartas à Bárbara [trecho]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;[...]Eu sei que nunca serei lido pelos seus olhos. Por isso me tranco nessa ilusão. Essa ilusão que é minha. Essa ilusão que me traz num piscar de pupilas tudo o que eu desejar, imaginar, exigir e esperar. Quando digo Tudo, me esqueço de você. Nem a mais otimista das minhas ilusões consegue trazer você de volta [...] &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(em breve, o texto inteiro estará disponível)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-2525507336985852413?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/2525507336985852413/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=2525507336985852413' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2525507336985852413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2525507336985852413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2007/11/cartas-brbara-trecho.html' title='Cartas à Bárbara [trecho]'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-6089082739141539800</id><published>2007-11-05T12:33:00.000-08:00</published><updated>2007-11-05T12:38:58.039-08:00</updated><title type='text'>A Estátua (trecho)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A distância me deixa mais tranqüilo. Sei que você não vai me incomodar, sei que você não vai me questionar, sei que você não vai me julgar, sei que você não vai descobrir se fumo ou não, se bebo ou não, se trepo ou não, se falo ou não...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mantenha essa distância. É minha segurança. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A proximidade muitas vezes estraga o que a distância preserva. Infelizmente, devo admitir que um dos grandes motivos do fracasso dos amantes é justamente essa necessidade de se estar junto. É contraditório, mas, pensando bem, é real. O amor força um encontro. Um encontro força um desgaste. Um desgaste força uma briga. Uma briga força um afastamento. Um afastamento força uma dor. Uma dor força um novo encontro. Um novo encontro força um novo desgaste, um novo desgaste força uma nova briga, uma nova briga força um novo afastamento, um novo afastamento força uma nova dor, uma nova dor força um novo encontro novamente....é assim gira esse ciclo apaixonante - pra não dizer: cruel.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[ trecho de um texto meu chamado "A estátua" - em breve postarei por aqui] &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-6089082739141539800?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/6089082739141539800/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=6089082739141539800' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6089082739141539800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/6089082739141539800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2007/11/esttua-trecho.html' title='A Estátua (trecho)'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-3581226633804247821</id><published>2007-11-04T05:21:00.000-08:00</published><updated>2007-11-04T05:22:38.368-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sonhos vêm e vão, olhos vêem em vão.&lt;br /&gt;Amores vêm e vão, amantes vêem em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode acreditar: amar é não deixar o amor te dominar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-3581226633804247821?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/3581226633804247821/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=3581226633804247821' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3581226633804247821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/3581226633804247821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2007/11/sonhos-vm-e-vo-olhos-vem-em-vo.html' title=''/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-2845469898321038042</id><published>2007-11-02T19:09:00.000-07:00</published><updated>2007-11-02T19:16:02.805-07:00</updated><title type='text'>Absinto-muito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ela queria que eu criasse um mundo, mas esse mundo já existia.Ela fazia do meu corpo um labirinto onde a entrada não levaria pra longe.Ela pedia pr´eu não seduzir qualquer pessoa que me visse só por fora. Ela fazia do meu corpo um labirinto onde a saída não teria segurança. Ela sabia me pintar de ouro e me banhar nas águas claras. É claro, eu agradecia. As fantasias sempre são as mesmas você no chão e eu ascendendo as velas.Ela podia me controlar, eu sei, e transformar os meus vinte anos em dias comuns. Ela insistia pr´eu vender o sonho de ser estrela nesse céu escuro, mas o sucesso só alcança quem não acorda. Absinto-muito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(texto/música antigo. Foi em 2003, resgatei agora. É sempre bom resgatar o que está quase esquecido).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-2845469898321038042?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/2845469898321038042/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=2845469898321038042' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2845469898321038042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/2845469898321038042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2007/11/absinto-muito.html' title='Absinto-muito'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-1886924257877108109</id><published>2007-10-30T19:36:00.000-07:00</published><updated>2007-10-30T19:38:31.300-07:00</updated><title type='text'>Dispensa comentada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era tarde. As drogas me fizeram dormir. E meu amor, ainda me amando, dispensa meus comentários. Não digo nada e começo a sonhar.Não vou comentar meu sonho. Meu amor dispensa meus comentários.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era cedo. Os ratos vieram me acordar. E meu amor, já não me amando, comenta minhas dispensas. Não sonho nada e começo a dizer: “Não vou dispensar meu sonho. Meu amor comenta minhas dispensas”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Comentário à parte : Nunca é cedo demais para se comentar uma dispensa).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-1886924257877108109?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/1886924257877108109/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=1886924257877108109' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/1886924257877108109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/1886924257877108109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2007/10/dispensa-comentada.html' title='Dispensa comentada'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7657597.post-700887437045605362</id><published>2007-10-20T08:48:00.000-07:00</published><updated>2007-10-20T09:03:59.223-07:00</updated><title type='text'>Uma nova cidade de um velho mundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi como se não houvesse alegria no quarto vazio do tamanho da vida onde a doce menina vivia escondida enquanto, lá fora, o mundo morria.Foi como se não houvesse alegria no quarto vazio do tamanho da vida onde a doce menina dormia escondida enquanto, lá fora, o mundo queria:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que todos soubessem que essa menina também tinha sonhos não só de meninas; também tinha traços de boa-menina; também cria laços com outras meninas; também tinha braços e pernas cumpridas; também tinha amado bem mais que devia; também tinha gasto o que não merecia e agora requer, de novo, alegria...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que ela fez uma nova poesia? Será que ela quis de novo ser quista? Será que entupiu o ralo de rima? Será que não viu que também era vista? Será que ela deu uma velha notícia? Será que não quis de novo ser minha? Será que ouviu o que não poderia? Será que não viu as mortes em vida?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi como se só houvesse alegria no quarto vazio menor do que a vida onde aquela vadia morria sozinha enquanto, lá fora, um mundo nascia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7657597-700887437045605362?l=movimentoinercia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/feeds/700887437045605362/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7657597&amp;postID=700887437045605362' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/700887437045605362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7657597/posts/default/700887437045605362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://movimentoinercia.blogspot.com/2007/10/uma-nova-cidade-de-um-velho-mundo.html' title='Uma nova cidade de um velho mundo'/><author><name>Pedro Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03754158557927757184</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
